A importância e o reconhecimento académico e pessoal da participação dos alunos e dos docentes nos clubes europeus e programas de mobilidade Erasmus + foram a tónica do encontro regional que se realizou esta manhã na Escola secundária Francisco Franco, numa organização da SRE.
Aos jornalistas, dois alunos e um professor deram voz às experiências partilhadas em vários momentos, reconhecendo as mais-valias do projeto europeu na formação cívica dos jovens.
João Gabriel, aluno do 9º ano da Escola Horácio Bento de Gouveia, faz parte do Clube Europeu escolar, desde o início do ano letivo. “Entrei porque, como gosto de línguas e de conhecer outros países e geografia, quis me inscrever e tive a sorte de ser selecionado”. Destacou a importância de aprender temas como a interculturalidade, sendo que o projeto de intercâmbio em que esteve envolvido foi na área do Mar e do meio marítimo. Viajou até Andria, Itália. “Tanto a mobilidade como recebermos cá os alunos de Itália foi incrível”. João Gabriel considera que “consegui evoluir muito não só como aluno, mas também como pessoa”.
A preparar-se para a entrada no ensino secundário, João Gabriel não tem dúvidas que vai continuar a apostar em projetos Erasmus para a sua formação académica e pessoal.
Fátima Encarnação, aluna do 8º ano da Escola do Estreito de Câmara de Lobos, enfatizou o enriquecimento cultural que tem alcançado com os projetos Erasmus, tendo sido selecionada pelas suas notas e comportamento, tendo viajado em abril último, até Florença, Itália, onde o seu grupo cantou músicas tradicionais da Madeira. “Aprendemos várias coisas sobre línguas e culturas de outros países. É muito divertido falarmos com alunos de outras escolas e também da nossa. É uma experiência que guardo para a vida”.
José Moniz, professor da escola Básica e Secundária D. Lucinda Andrade, em São Vicente, é um dos coordenadores do Clube Europeu e projeto Erasmus + do estabelecimento de ensino.
Aos jornalistas, à margem do encontro regional que conta com o JM como parceiro, o docente explicou que o principal objetivo do organismo é “promover a cidadania europeia na nossa escola e nos nossos alunos, combatendo a ideia de que o norte está isolado do resto do mundo, e que também somos da Europa”.
A par disso, o clube tem participado em competições como o ‘Europe Calling’, em que conseguiu o primeiro lugar por dois anos consecutivos. “É um reconhecimento. Os alunos saíram do núcleo de São Vicente e foram ao Parlamento Europeu. Havia alunos que nunca tinham saído da Madeira, foi incrível para eles passarem por esta experiência de uma Europa maior”, afirmou José Moniz.
Desde este ano letivo, a instituição é Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, o que também promove o espírito europeu dentro do estabelecimento de ensino.
Esta semana, a Escola Básica e Secundária D. Lucinda Andrade inaugura a exposição ‘Move-te por valores’, com trabalhos dos alunos. “Tentamos trazer novos horizontes e desafios. É um abrir de portas aos nossos alunos para um futuro maior. Infelizmente, o isolamento do norte, que ainda existe, em particular a nível mental, faz com que os nossos alunos pensem que não conseguem o que os outros conseguem nos centros urbanos. Ao participarem nestas atividades e a obterem resultados muito positivos, aumenta a sua autoestima. É um orgulho enorme para a comunidade de São Vicente saber que na nossa escola se faz um trabalho válido e não inferior do que as outras”, sublinhou o docente do Clube Europeu da escola que conta com a participação de mais de 20 alunos.