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Senado falha tentativa para terminar bloqueio de Trump a Cuba

Data de publicação
29 Abril 2026
8:15

Os senadores republicanos rejeitaram na terça-feira uma proposta legislativa dos democratas que obrigaria o Presidente norte-americano, Donald Trump, a pôr fim ao bloqueio energético dos EUA a Cuba, exceto se recebesse a aprovação do Congresso.

A votação da resolução sobre os poderes de guerra mostrou como os republicanos continuam a apoiar Trump, enquanto este age unilateralmente para exercer a força norte-americana numa série de conflitos globais, incluindo a Venezuela, o Irão e Cuba, noticiou a agência Associated Press (AP).

Os democratas têm forçado repetidamente votações sobre projetos de lei para limitar a capacidade do chefe de Estado de mobilizar forças militares nestes conflitos, mas nenhum foi bem-sucedido.

A votação de terça-feira foi a primeira relacionada com Cuba e obrigaria o presidente a obter a aprovação do Congresso antes de lançar qualquer ataque à ilha.

Para rejeitar a resolução, os republicanos alegaram que estava fora de ordem, uma vez que os EUA não estão envolvidos em hostilidades declaradas com Cuba. A sua manobra para rejeitar a legislação foi bem-sucedida por 51 votos a 47.

O senador John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único democrata a votar contra a resolução, enquanto as senadoras Susan Collins, do Maine, e Rand Paul, do Kentucky, foram os únicos republicanos a apoiá-la.

A ilha das Caraíbas sofre com cortes de água e energia devido às sanções impostas pelos EUA e à interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela.

A administração Trump pressiona a liderança cubana para que ponha fim à repressão política, liberte os presos políticos e liberalize a sua economia debilitada.

O senador Tim Kaine, democrata da Virgínia e autor da resolução sobre os poderes de guerra, afirmou que o bloqueio provocou “crises humanitárias em Cuba”, incluindo a interrupção dos cuidados médicos, deixando milhões de pessoas sem água potável e provocando o aumento dos preços dos alimentos.

Trump já garantiu que, após a guerra com o Irão, vai virar a sua atenção para Cuba, prometendo “um novo amanhecer” para a ilha durante um discurso num evento da Turning Points USA na semana passada.

Os democratas argumentaram que a resolução sobre os poderes de guerra também era necessária para evitar que Trump lançasse uma campanha militar contra o país.

“Os Estados Unidos e Cuba precisam de encontrar uma forma de coexistir pacificamente”, apontou o senador Peter Welch, democrata do Vermont.

Os democratas tentaram montar uma oposição política às ações militares de Trump forçando a votação através da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que tinha como objetivo afirmar o poder do Congresso sobre a declaração de guerra.

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