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Rússia terá recrutado até 20.000 mercenários e combatentes sírios ou líbios

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Data de publicação
19 Abril 2022
22:04

Entre 10.000 a 20.000 mercenários da empresa privada russa Wagner, combatentes sírios ou líbios estão a lutar ao lado das forças russas na Ucrânia, revelou hoje um responsável europeu.

Estes combatentes "não possuem veículos ou armas pesadas" e estão a reforçar as tropas russas, referiu a autoridade europeia, que falou a jornalistas em Washington sob a condição de anonimato.

A mesma fonte, citada pela agência France-Presse (AFP), explicou que tem acompanhado "transferências de áreas como a Síria ou a Líbia para a região leste da Ucrânia, no Donbass", onde Moscovo lançou uma nova fase do seu ataque em solo ucraniano.

No entanto, é difícil estimar com exatidão quantos é que estes 10.000 a 20.000 combatentes pertencem ao grupo Wagner ou são combatentes da Líbia e da Síria, referiu.

No final de março, o Ministério da Defesa britânico havia indicado que "mais de 1.000 mercenários" da empresa Wagner, incluindo funcionários da organização, deveriam ser destacados para o leste da Ucrânia, para "conduzir operações de combate".

Este grupo paramilitar, conhecido pela sua proximidade com o Presidente russo Vladimir Putin, é suspeito de abusos no Mali, na Líbia e até na Síria.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, referiu esta segunda-feira que a Rússia iniciou uma grande ofensiva na região do Donbass, um novo objetivo estratégico para as forças russas, após a sua retirada da região de Kiev.

Parte deste território ucraniano já está nas mãos de forças separatistas pró-Rússia desde 2014.

Segundo o responsável europeu, as forças russas devem controlar "dentro de quatro a seis meses" a região de Lugansk, no Donbass, e uma pequena ponte terrestre na região de Zaporijia.

É também esperada a "destruição total" da cidade de Mariupol, porto estratégico no mar de Azov, sitiada desde o início de março pelas forças russas.

"O meu receio é que seja ainda pior que Bucha", cidade ucraniana onde o Exército russo é acusado de ter massacrado civis, sublinhou.

A conquista de Mariupol é considerada fulcral para o controlo russo da região do Donbass, onde se situam as autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, que a Rússia reconheceu antes de lançar a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

O líder checheno pró-Moscovo Ramzan Kadyrov, que está a combater com as suas forças na Ucrânia, disse hoje que a cidade de Mariupol será "libertada" nas próximas horas, apesar da resistência ucraniana.

O responsável europeu em Washington apontou ainda um possível fim das negociações entre russos e ucranianos no "outono de 2022", o que permitiria encontrar uma solução para o conflito antes do Inverno.

Lusa

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