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Naufrágio de petroleiro ao largo da Tunísia está "sob controlo"

JM-Madeira

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Data de publicação
16 Abril 2022
16:09

A ministra do Ambiente tunisina disse hoje que a situação do petroleiro que naufragou ao largo da Tunísia "está sob controlo", estando a ser colocadas barreiras antipoluição em torno da zona do naufrágio.

O ponto de situação foi feito por Leila Chikhaoui numa entrevista à televisão nacional da Tunísia. Entretanto, o seu ministério anunciou a tomada de medidas para conter um possível derramamento de combustível.

Segundo a tutela, estão a ser colocadas na zona barreiras antipoluição e o combustível está a ser bombeado, havendo igualmente mergulhadores no local para fazer uma inspeção ao casco do navio.

O petroleiro transportava 750 toneladas de combustível, o que levou as autoridades a acionarem um plano para responder a uma eventual ‘maré negra’.

"Há fugas mínimas que não são visíveis a olho nu, por isso não deverá acontecer uma catástrofe no golfo de Gabès", disse à AFP Mohamed Karray, porta-voz do tribunal local, que abriu um inquérito para determinar as causas do acidente.

O navio Xelo - de bandeira da Guiné Equatorial e com 58 metros de comprimento e nove de largura, de acordo com o ‘site’ Vesseltracker - dirigia-se para a ilha de Malta a partir do porto de Damietta, no Egito, segundo o ministério.

Para se abrigar das más condições meteorológicas, solicitou autorização para entrar em águas territoriais tunisinas na sexta-feira à noite, mas, quando se encontrava a cerca de sete quilómetros da costa do Golfo de Gabès, começou a meter água.

As autoridades tunisinas retiraram a tripulação de sete pessoas, que se encontram na Tunísia, acrescentou o ministério.

Segundo a mesma fonte, as autoridades ativaram "o plano nacional de emergência para a prevenção da poluição marinha com o objetivo de controlar a situação e evitar a propagação de poluentes".

De acordo com o porta-voz do tribunal, os membros da tripulação - um capitão georgiano, quatro turcos e dois azerbaijanos - foram "brevemente hospitalizados para exames e estão hospedados num hotel".

A região de Gabes é uma importante zona de pesca que nos últimos anos, segundo várias organizações não governamentais, tem sofrido de episódios de poluição.

O mais recente acidente marítimo envolvendo a Tunísia aconteceu em outubro de 2018, quando um navio tunisino colidiu com um porta-contentores cipriota 28 quilómetros ao lago de Cap Corse, em França.

Lusa

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