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Médio Oriente: Presidente libanês tenta negociar com Israel e alerta para guerra civil

Data de publicação
30 Março 2026
15:54

O Presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou hoje que as autoridades continuam a tentar negociações com Israel e advertiu contra qualquer tentativa de arrastar o país para uma guerra civil, num contexto de crescentes tensões entre comunidades.

“A mão que se estender contra a paz civil será cortada”, alertou Joseph Aoun num encontro com representantes de um fórum local, em declarações citadas a partir de um comunicado da Presidência libanesa.

“Ninguém no Líbano quer que rebente uma guerra civil e aqueles que tentarem pescar em águas turbulentas não terão sucesso nos seus esforços”, acrescentou Aoun, referindo-se a qualquer ator que procure tirar partido do caos da guerra para provocar novos problemas.

O novo conflito entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah voltou a aumentar o receio de um eventual surto de violência interna, depois de um ataque unilateral do movimento armado ter desencadeado uma intensa campanha de bombardeamentos israelitas contra o sul do Líbano e o aparente início de uma invasão.

Em retaliação, o Governo libanês ilegalizou no início do mês as atividades armadas do movimento xiita pró-iraniano e prometeu concluir o desarmamento de Hezbollah, uma questão que tem gerado tensões entre ambas as partes desde o verão passado.

Além disso, a ofensiva aérea e terrestre israelita deslocou mais de um milhão de pessoas, a grande maioria oriunda de regiões xiitas, para zonas habitadas em maioria por outras comunidades, por vezes desencadeando tensões e provocando a rejeição dos residentes locais, receosos de que os recém-chegados possam tornar-se alvo de ataques.

“A situação no sul é trágica devido às graves violações cometidas por Israel e continuamos os contactos internacionais para impulsionar as negociações com Israel”, indicou o Presidente, segundo a nota.

Aoun procura promover uma iniciativa para pôr fim à guerra que inclui uma proposta de negociações com Israel, uma opção que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, considera “inaceitável”, tendo em conta a continuação da ocupação e dos ataques israelitas.

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