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María Corina Machado quer regressar rapidamente à Venezuela e partilhar Nobel com Trump

Data de publicação
06 Janeiro 2026
15:02

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou hoje que tenciona regressar “o mais rapidamente possível” ao seu país e que quer partilhar o prémio Nobel da Paz com o Presidente norte-americano.

“Tenciono regressar à Venezuela o mais rapidamente possível”, declarou a vencedora do Prémio Nobel da Paz 2025 numa entrevista à cadeia norte-americana Fox News, na qual pormenorizou o seu projeto político para o país, apesar de o Presidente norte-americano não a apoiar nesse projeto.

Dois dias após a captura de Nicolás Maduro numa operação militar norte-americana e sem indicar onde se encontra, Corina Machado criticou também duramente Delcy Rodríguez, empossada segunda-feira como Presidente interina da Venezuela, acusando-a de ser “uma das principais arquitetas da tortura” atribuída ao Governo de Caracas.

Rodríguez manifestou vontade de cooperar com Washington, mas Corina Machado considera que é “rejeitada” pelos venezuelanos.

“Em eleições livres e justas, ganharemos com mais de 90% dos votos, não tenho qualquer dúvida disso”, afirmou a opositora.

Congratulando-se com a operação norte-americana na Venezuela, a laureada com o Prémio Nobel da Paz 2025 classificou a ação de Trump como “histórica” e disse querer “entregar” e “partilhar” o seu prémio com o Presidente norte-americano.

“Gostaria de poder dizer-lhe pessoalmente que nós, o povo venezuelano – porque é um prémio do povo venezuelano – queremos absolutamente entregá-lo e partilhá-lo com ele. O que fez é histórico. É um passo enorme para uma transição democrática”, afirmou.

Sábado, Trump tinha desqualificado Maria Corina Machado para assumir a liderança do país em substituição de Maduro, considerando que ela “não [beneficia] de apoio nem de respeito no seu país”.

Trump afastou ainda a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, afirmando numa entrevista à cadeia norte-americana NBC que os Estados Unidos têm de “primeiro pôr o país de pé”.

“Vamos fazer da Venezuela o centro energético das Américas. Vamos trazer o Estado de direito, vamos abrir os mercados, vamos precisar de segurança para o investimento estrangeiro”, afirmou, ainda assim, a vencedora do Nobel.

Apesar de afirmar não querer envolver-se nos assuntos políticos de outros países, como os Estados Unidos fizeram no Iraque ou no Afeganistão nos anos 2000, Trump manifestou claramente interesse nas vastas reservas petrolíferas da Venezuela, as maiores reservas provadas de crude do mundo.

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para capturar Maduro e a mulher e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

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