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Irão: EUA aprovam vendas de armas de 13,8 mil ME ao Kuwait e Emirados

Data de publicação
19 Março 2026
18:35

Os Estados Unidos aprovaram hoje vendas de armas no valor de 16 mil milhões de dólares (equivalente a 13,8 mil milhões de euros) aos Emirados Árabes Unidos (EAU) e ao Kuwait, países atacados pelo Irão.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, “apresentou justificações detalhadas e determinou que existe uma situação de emergência que exige a venda imediata” a esses países do equipamento militar em questão, “no interesse da segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou o Departamento de Estado num comunicado.

Desta forma, o Departamento de Estado - equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros - justificou que a venda de armamento dispensa a necessidade de obter a aprovação do Congresso norte-americano para ratificar estas transações.

Mais especificamente, a venda mais importante, que ascende a oito mil milhões de dólares (cerca de 6,9 mil milhões de euros ao câmbio atual) para o Kuwait, diz respeito a radares destinados à defesa antiaérea, concebidos para detetar alvos a alta velocidade e transmitir dados a uma rede de defesa antimísseis.

Nos Emirados Árabes Unidos, os Estados Unidos vão fornecer um radar de longo alcance — que rastreia ameaças de mísseis balísticos — por um valor de 4,5 mil milhões de dólares (cerca de 3,9 mil milhões de euros).

O acordo de venda de armas também inclui um sistema antidrone, por 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros), mísseis ar-ar avançados de médio alcance por 1,22 mil milhões de dólares (mil milhões de euros) e munições para caças F-16, por 644 milhões de dólares (557 milhões de euros).

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e países vizinhos do Golfo, visando em particular bases militares norte-americanas e também infraestruturas económicas.

Os últimos ataques a infraestruturas energéticas representam porém uma escalada significativa.

Os ataques recentes contra instalações de petróleo e gás natural na região do Golfo são justificados por Teerão como uma resposta a bombardeamentos na quarta-feira, que atribui a Israel, do campo de gás de South Pars, integrado no maior complexo do mundo e partilhado com o Qatar.

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