A China afirmou hoje que os acordos de cessar-fogo devem “contribuir para pôr fim aos conflitos” e apelou à calma e à contenção perante a incerteza sobre a trégua com o Irão.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning instou hoje, em conferência de imprensa, as partes envolvidas no conflito a resolverem as disputas por vias políticas e diplomáticas, a manterem a calma e a contenção e a promoverem uma resolução do conflito.
Mao afirmou que “os acordos de cessar-fogo devem contribuir para pôr fim aos conflitos na região e para restaurar a paz e a estabilidade”.
As declarações surgem depois de Israel ter lançado, na quarta-feira, bombardeamentos em larga escala contra mais de uma centena de alvos no Líbano em apenas 10 minutos, coincidindo com a trégua de duas semanas acordada entre Washington e Teerão para facilitar negociações de paz no Paquistão.
Perante a incerteza sobre se este país estava ou não incluído no acordo, o Irão assegurou hoje que não participará nas negociações com os Estados Unidos no Paquistão para pôr fim à guerra enquanto o cessar-fogo não for aplicado ao Líbano.
A China tem defendido, desde o início do conflito, que já dura há mais de um mês, a necessidade de evitar uma escalada e de privilegiar o diálogo, alertando também para o impacto da guerra na economia global e na segurança energética.