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Francês condenado em 2010 por tráfico de droga foi executado na China

Data de publicação
05 Abril 2026
9:21

O francês Chan Thao Phoumy, condenado à morte em 2010, na China, por tráfico de droga, foi executado em Cantão, no sul do país, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, que manifestou “consternação”.

Este francês de 62 anos, nascido no Laos, foi executado “apesar da mobilização das autoridades francesas, incluindo para obter uma decisão de clemência, por motivos humanitários”, denunciou o ministério num comunicado.

Na nota oficial, a França reafirma a oposição à pena de morte “em todo o lado e em todas as circunstâncias”, e apela à “sua abolição universal”.

“Lamentamos particularmente que a defesa de Chan Phoumy não tenha tido acesso à última audiência no tribunal, o que constitui uma violação dos direitos do interessado”, acrescenta o ministério.

Inicialmente condenado a prisão perpétua na sequência da detenção, em 2005, Chan Thao Phoumy foi julgado novamente após o surgimento de “novos elementos” e condenado à pena de morte por um tribunal de Cantão por fabrico, transporte, contrabando e tráfico de metanfetamina.

Era acusado de fazer parte de uma rede que teria produzido, entre 1999 e 2003 na China, toneladas desta droga sintética.

De acordo com dados da associação “Juntos Contra a Pena de Morte” (ECPM, na sigla em francês), Chan Thao Phoumy é um dos quatro franceses condenados à morte em todo o mundo, juntamente com Nora Lalam, condenada em 2005 na Argélia, e Stéphane Aït Idir e Redouane Hammadi, condenados em Marrocos pelo atentado de Marraquexe em 1994.

Outro francês condenado à morte, na Indonésia em 2007, Serge Atlaoui, foi transferido para França em fevereiro de 2025 após um acordo diplomático.

A justiça francesa comutou a sua pena para 30 anos de reclusão, e saiu da prisão em julho de 2025.

No seu último relatório sobre a pena de morte, em 2024, a Amnistia Internacional estimava que a China é “o país do mundo que realizou o maior número de execuções”, com “milhares de pessoas condenadas à morte e executadas” todos os anos.

A China não publica estatísticas oficiais sobre o recurso à pena de morte, classificadas como segredo de Estado.

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