O Departamento de Defesa dos EUA iniciou conversações com os principais fabricantes de automóveis para aumentar a produção de armas, dada a redução das reservas devido aos conflitos na Ucrânia e no Irão.
A informação é avançada pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal, que dá conta de que altos funcionários da defesa dos EUA se encontraram com executivos de empresas como a General Motors e a Ford Motor, propondo-lhes que dediquem parte da sua capacidade produtiva e pessoal ao fabrico de munições e equipamento militar.
As conversações incluem também grupos como a General Electric Aerospace e a Oshkosh Corporation, e abordam a capacidade das empresas de converter rapidamente as suas operações para a produção militar, bem como os obstáculos regulamentares ou contratuais existentes, de acordo com o jornal.
A administração Trump considera a expansão da base industrial uma questão de segurança nacional, numa altura em que os EUA e os seus aliados transferiram grandes volumes de armamento para a Ucrânia desde a invasão russa de 2022, sobrecarregando assim a capacidade de produção interna.
O jornal indica que a utilização da indústria civil como investimento tem precedentes nos EUA, como quando, durante a Segunda Guerra Mundial, os fabricantes de automóveis de Detroit redirecionaram a sua produção para fabricar bombardeiros, motores de aviões e veículos militares.
Mais recentemente, empresas como a General Motors e a Ford colaboraram na produção de ventiladores durante a pandemia.