O Irão ameaçou hoje minar todas as rotas de acesso e vias de comunicação no golfo Pérsico, caso as ilhas iranianas sejam atacadas pelos Estados Unidos, que ameaçou invadir a ilha de Kharg.
“Qualquer tentativa do inimigo de atacar a costa ou as ilhas iranianas levará, naturalmente, de acordo com a prática militar padrão, à instalação de minas em todas as rotas de acesso e vias de comunicação no golfo Pérsico e ao longo da costa com diversos tipos de minas navais (...)”, alertou o Conselho de Defesa do Irão num comunicado divulgado pela imprensa local.
O Conselho afirmou que, se tal situação extrema ocorresse, “todo o golfo Pérsico ia sofrer períodos prolongados de encerramento, semelhantes aos do estreito de Ormuz; ou seja, todo o golfo ficaria praticamente bloqueado”.
Nestas circunstâncias, a passagem pelo estreito de Ormuz para “países não hostis” seria coordenada pelo Irão.
O órgão iraniano acrescentou que toda a responsabilidade ia recair sobre “o agressor”, referindo-se aos Estados Unidos e a Israel.
O alerta surgiu depois de o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter declarado, no domingo, que todas as opções estão em cima da mesa, incluindo o envio de tropas para garantir a segurança da ilha de Kharg, onde se encontra o maior terminal de exportação de petróleo da República Islâmica.
No sábado à noite, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou que “se o Irão não abrir totalmente o estreito em 48 horas, então, a partir desse momento, os Estados Unidos vão atacar e destruir as várias centrais elétricas” iranianas.
A República Islâmica respondeu a Trump, com a ameaça de atacar instalações energéticas no golfo Pérsico e bloquear completamente o estreito de Ormuz.
Esta via navegável estratégica transporta 20% das exportações globais de petróleo bruto, que diminuíram drasticamente desde o início da guerra, elevando os preços do petróleo.