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Confrontos continuam entre forças israelitas e palestinianos na Cisjordânia

JM-Madeira

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Data de publicação
12 Abril 2022
18:08

O norte da Cisjordânia ocupada foi novamente hoje palco de confrontos entre as forças israelitas e os residentes palestinianos, enquanto em Israel um palestiniano esfaqueou um polícia e foi abatido a tiro.

Pelo quarto dia consecutivo, o Exército israelita foi mobilizado na zona da cidade palestiniana de Jenin, de onde eram originários dois palestinianos que recentemente realizaram ataques em Israel.

Os confrontos entre os residentes e as forças israelitas voltaram hoje a acontecer, segundo relataram palestinianos à agência France-Presse (AFP).

A agência de notícias palestiniana Wafa informou que os soldados israelitas dispararam munições reais e utilizaram granadas de atordoamento e gás lacrimogéneo.

Por seu lado, o exército israelita indicou em comunicado que foram atirados engenhos explosivos contra as suas tropas, que devolveram o fogo.

Foram detidas 20 pessoas na Cisjordânia, adiantou.

As operações militares, que se têm concentrado no Norte daquele território palestiniano ocupado por Israel desde 1967, surgem após quatro ataques em Israel desde 22 março, os primeiros dois por árabes israelitas ligados à organização ‘jihadista’ Estado Islâmico e os dois últimos por palestinianos da região de Jenin. Um total de 14 pessoas morreram nos ataques.

Durante o mesmo período, 15 palestinianos, incluindo os atacantes, foram mortos, segundo uma contagem da AFP.

O último foi morto a tiro hoje de manhã depois de ter esfaqueado e ferido ligeiramente um polícia israelita na cidade costeira de Ashkelon, no Sul, indicaram as forças de segurança.

"Durante uma operação em Ashkelon, um polícia identificou um homem suspeito e começou a realizar um controlo de identidade. Mas o homem puxou de uma faca e atacou o polícia, que rapidamente respondeu abrindo fogo", relatou a polícia israelita, acrescentando que o agressor tinha sido morto.

A polícia disse que o atacante era da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia.

No domingo, a polícia israelita matou uma mulher palestiniana que esfaqueou um polícia no centro daquela cidade, onde vivem cerca de 1.000 colonos judeus - de forma ilegal segundo o direito internacional - e 200.000 palestinianos.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro palestiniano, Mohammed Stayyeh, acusou Israel de prosseguir "uma política de atirar para matar".

"Continuaremos a viver as nossas vidas e, ao mesmo tempo, lutaremos onde [os inimigos] estão", vincou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, "segue com profunda preocupação a escalada de violência", indicou hoje o seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

"Está consternado com o elevado e crescente número de baixas" e apelou ao exército israelita para "exercer a máxima contenção e usar a força letal apenas como último recurso", segundo Dujarric.

Décio Ferreira

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