Terminou hoje a Caravana Nacional de Professores que, na Região, passou por cerca de 18 escolas, onde foram ouvidos centenas de docentes, que se mostraram “preocupados com o futuro da educação”.
Francisco Oliveira, presidente do Sindicato de Professores da Madeira (SPM), faz da iniciativa um balanço “muito positivo”, pelo número de pessoas que foram contactadas que, na sua maioria, exigem uma valorização da carreira que promova a renovação do corpo docente.
“Por um lado, uma percentagem muito grande de professores que estão na carreira está desanimada, porque continua a sentir-se injustiçada, uma vez que a contagem do tempo de serviço não é justa. Por outro lado, não há incentivos para a juventude abraçar a carreira e olhar para ela de forma positiva, como uma perspetiva profissional”, observa o dirigente sindical, em declarações ao JM.
Ora neste sentido, os professores consideram necessário que sejam feitos “investimentos fortes”, sendo que a entrada no ofício “não pode estar muito próxima do salário minímo”. Tal facto, “é um perigo para garantir que todas as crianças e jovens svão ser professores”.
“Os nossos governantes têm de apostar na valorização da carreira docente, se não quem está na carreira sentir-se-á desanimado e os potenciais profissionais de educação não vão abraçar” a profissão, “porque não é, claramente, aliciante”, alerta Francisco Oliveira.
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