O ministro das Infraestruturas afirmou hoje que a privatização da TAP poderá avançar mesmo que apenas um interessado se mantenha no concurso, garantindo que o Governo dispõe das condições necessárias para conduzir o processo.
Miguel Pinto Luz, que falava no parlamento, considerou “extemporâneo” antecipar conclusões sobre as propostas não vinculativas e rejeitou fazer futurologia sobre o resultado do concurso, indicando que o Governo aguarda o relatório da Parpública.
“Vamos aguardar para saber o que é que essas propostas dizem”, afirmou, sublinhando que continuam em avaliação propostas de “dois dos maiores grupos europeus”, referindo-se à Air France-KLM e Lufthansa.
Questionado pelo deputado do Livre Jorge Pinto sobre um eventual cenário com apenas um concorrente na fase vinculativa, admitiu essa possibilidade, defendendo que o critério será o interesse do Estado. “Se chegarmos às vinculativas e aparecer um grupo que respeita todas as dimensões [...] e ainda oferece um valor absolutamente excecional [...acho que o] devemos fazer”, disse.
“O objetivo é assegurar que a operação se realize com segurança e transparência, independentemente do número de concorrentes”, acrescentou.