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SATA vai analisar dia-a-dia plano que privilegia reforço de voos dos Açores para o continente

Data de publicação
20 Janeiro 2026
12:50

O plano de verão 2026 da SATA, que privilegia o reforço de voos do arquipélago para o continente e descontinuar rotas com menor desempenho, será “analisado dia-a-dia” e reajustado em caso de necessidade, disse hoje o seu presidente.

A companhia aérea açoriana lançou hoje a “Missão Açores” para privilegiar o reforço de voos do arquipélago para o continente no verão e descontinuar as rotas que “registaram menor desempenho”, prevendo realizar 800 voos semanais com origem e destino na região.

No documento sobre a Operação de Verão IATA 2026 da SATA, hoje apresentado pela administração da empresa em conferência de imprensa, o grupo de aviação determina que o programa das duas companhias – Azores Airlines (que liga a região ao exterior) e SATA Air Açores (responsável pelos voos interilhas) - para a época alta vai estar “focado, sobretudo, no reforço das ligações entre o continente português e os Açores”, além de manter a “consistência das ligações à América do Norte”.

Segundo a administração da SATA, o “planeamento privilegia a utilização eficiente dos recursos, garantindo uma operação sustentável e assente na complementaridade” entre a Azores Airlines e a SATA Air Açores.

“Isto é o nosso plano base”, disse o presidente do conselho de administração da SATA, Tiago Santos.

E prosseguiu: “Vamos estar muito atentos aos primeiros indicadores de como é que isto vai acontecer, e temos de estar disponíveis para agir rapidamente. E, caso as coisas estejam a correr menos bem ou melhor do que esperávamos, reajustar a nossa oferta, dependente do que é o movimento, o interesse, porque o enquadramento concorrencial de 2026 vai ser substancialmente diferente de 2025”.

“Temos de ser ágeis, temos de olhar para a informação e interpretar a informação, perceber que fatores é que estão a contribuir para aquela solução, procurar resolver internamente os desafios que temos e, caso seja irresolúvel, ou percebermos que há aqui uma alteração substancial do mercado, temos de agir rapidamente. [...] Isto é um plano base, mas é um plano que vai ser muito dinâmico e analisado dia-a-dia e perceber o que é que podemos mudar”, garantiu.

Segundo o presidente do conselho de administração da SATA, o plano “vai ter de ser visto semana a semana e mês a mês”.

No Verão IATA 2026, a Azores Airlines e a SATA Air Açores vão assegurar “mais de 800 voos por semana com origem/destino” no arquipélago, conforme definido no documento hoje apresentado, que destaca o aumento das ligações Ponta Delgada/Lisboa, Lisboa/Terceira e Porto/Ponta Delgada.

“Para concentrar capacidade nas rotas mais procuradas, o grupo não retomará rotas que registaram menor desempenho, direcionando recursos para o mercado doméstico. No que respeita às ligações interilhas, a oferta será semelhante à do verão de 2025, com reforços pontuais nas rotas que tradicionalmente apresentam ocupações superiores a 90%”, resume a administração.

De 29 de março a 31 de outubro, a Azores Airlines vai realizar cerca de 270 voos semanais de e para os Açores, em 20 rotas, com recurso a nove aeronaves, sendo que “75% da capacidade será dedicada ao mercado doméstico”.

A SATA não vai retomar as rotas Ponta Delgada/Milão e Ponta Delgada/Bilbao, mas vai reforçar as ligações anuais de Ponta Delgada para Paris e Barcelona e retomar a ligação sazonal com Frankfurt.

Segundo a operação, a primeira a cargo da nova administração da SATA, a América do Norte vai ser um “mercado estratégico”, prevendo-se um reforço de voos para Boston, Toronto, Nova Iorque e Montreal.

Já a SATA Air Açores, que prevê integrar mais um avião Bombardier Q400 (em regime de leasing), vai realizar 16 rotas com sete aeronaves e aumentar os voos de Ponta Delgada para o Pico, Horta e Flores “devido às elevadas taxas de ocupação” em 2025.

O conselho de administração da SATA realça também que não está previsto o recurso a ACMI (aluguer de aeronave com tripulação) durante a época alta, tratando-se de uma situação que só poderá “ocorrer para mitigar irregularidades operacionais e assegurar a continuidade do serviço de transporte aéreo na região”.

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