O deputado socialista Carlos Pereira reagiu às críticas feitas pelos deputados do PSD-M ao PS e ao Chega por terem votado contra propostas das Assembleias legislativas da Madeira e dos Açores, relativas ao subsídio de mobilidade, acusando-os de transformar um momento técnico num exercício de “propaganda política”.
Segundo o socialista madeirense, o voto contra algumas propostas das assembleias legislativas da Madeira e dos Açores não representou qualquer desconsideração pelas regiões, mas antes uma decisão baseada em critérios de coerência legislativa. Carlos Pereira explicou que várias dessas propostas já estavam prejudicadas por soluções entretanto aprovadas ou, em alguns casos, entravam em conflito direto com medidas já viabilizadas.
Aprovar normas contraditórias, sublinhou, colocaria em risco a aplicação do modelo e abriria espaço para atrasos ou bloqueios por parte do Governo da República.
O deputado destacou que o essencial das reivindicações regionais foi salvaguardado. Entre as medidas asseguradas estão o fim da obrigação fiscal, a melhoria da plataforma, a criação de alternativas mais acessíveis - incluindo a possibilidade de pagamento direto de 79 euros através de agências de viagens -, a eliminação de tetos intermédios e o envolvimento dos CTT para apoiar cidadãos com menor literacia digital.
Perante este cenário, Carlos Pereira questionou o PSD-M sobre o que, em concreto, terá sido rejeitado que não esteja já contemplado nas soluções aprovadas. Defendeu que, caso exista alguma lacuna relevante, deve ser apresentada com rigor e sem comprometer a funcionalidade do sistema.
O socialista acusou ainda os deputados sociais-democratas de falta de acompanhamento técnico do processo, afirmando que a defesa da Madeira exige competência e responsabilidade, e não “dramatizações tardias”. Para o deputado, o que está em causa é garantir um modelo mais justo, simples e funcional para os passageiros, considerando que o restante debate não passa de “ruído político” que apenas contribui para confundir a população e fragilizar a posição da região.