O deputado e candidato à liderança do CHEGA na Madeira, Hugo Nunes, “condenou hoje”, em comunicado de imprensa, a decisão do Presidente da República de vetar o diploma que visava regulamentar o hastear de bandeiras em edifícios públicos.
Segundo a nota de imprensa do partido, para o parlamentar, “esta decisão representa uma cedência inaceitável às agendas ideológicas da esquerda e um ataque direto aos símbolos que unem e definem os cidadãos”. O diploma em causa, “que pretendia salvaguardar o prestígio e a neutralidade dos edifícios de soberania através do uso exclusivo das bandeiras oficiais, foi travado pelo Chefe de Estado sob justificações que, na ótica do deputado, apenas servem para dar cobertura a visões que promovem a fratura social”, afirmou em comunicado.
“Não podemos pactuar com a transformação dos edifícios públicos, que pertencem a todos, em palcos de propaganda ou de promoção de agendas de minorias”, afirma Hugo Nunes, sublinhando que “a Pátria, a nossa história e a nossa identidade têm de estar sempre em primeiro lugar.”
Para o candidato, a postura presidencial é incompreensível: “Ver o mais alto magistrado da Nação colocar os chamados ‘wokismos’ e a necessidade de valorizar o ser humano com base na sua orientação sexual à frente daquilo que define a nossa matriz identitária é, no mínimo, vergonhoso. O valor intrínseco de cada pessoa não se mede pela sua esfera íntima e instrumentalizar as instituições demonstra uma profunda falta de isenção.”
Hugo Nunes anunciou também a sua recusa firme em participar nos lançamentos de livros e nas comemorações oficiais dos 50 anos da Autonomia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM).
Segundo a nota, o parlamentar “recusa-se terminantemente a validar com a sua presença eventos que deveriam celebrar a identidade e a história regional, mas que acusa de estarem a ser esvaziados de sentido”.
”Recuso-me a participar em lançamentos de livros e comemorações da nossa Autonomia quando a nossa própria identidade está a ser banalizada por ideologias esquerdistas”, justifica.
“Estamos a assistir a uma postura por parte de quem devia ser isento, mas que prefere submeter a história nacional e consequentemente a regional a estas correntes fraturantes. Não farei parte de iniciativas que servem de palco para quem apoia agendas que menorizam a nossa cultura”, concluiu.