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Funchal regista maior subida da taxa de esforço para arrendar casa em 2024

Data de publicação
14 Maio 2024
9:48

A percentagem do rendimento familiar necessária para enfrentar a compra ou o arrendamento de uma habitação aumentou no último ano em praticamente todas as capitais de distrito portuguesas, de acordo com a análise de dados realizada pelo portal imobiliário Idealista.

Verificando as taxas de esforço do primeiro trimestre de 2023 e 2024 para compra e arrendamento, o esforço exigido para arrendar uma casa em Portugal aumentou 10 pontos percentuais, passando de 71% no primeiro trimestre de 2023 a 81% no primeiro trimestre de 2024. Já na compra de casa, a taxa de esforço nacional aumentou 8 pontos, passando de 60% para 68% desde março de 2023.

Das 20 cidades analisadas, foi no Funchal onde a taxa de esforço para arrendar uma casa mais aumentou no último ano, passando de 75% no primeiro trimestre de 2023 para 93% no mesmo período de 2024, aumentando 18 pontos percentuais.

O Funchal é assim a cidade que requer o maior esforço por parte das famílias para arrendar uma casa, sendo necessário destinar 93% dos seus rendimentos. Segue-se Lisboa (86%), Porto (71%), Faro (66%), Setúbal (59%), Braga (56%), Viana do Castelo (54%), Santarém (51%), Évora (51%), Aveiro (49%), Leiria (45%), Ponta Delgada (45%), Coimbra (44%), Viseu (43%), Beja 41%) e Vila Real (40%).

Já as cidades onde as rendas da casa pesam menos nos rendimentos familiares são Guarda (26%), Portalegre (32%), Bragança (34%) e Castelo Branco (38%). De referir que todas as capitais de distrito, com a exceção da Guarda e Portalegre, apresentaram taxas de esforço superiores ao recomendado, de 33%.

Taxa de esforço para comprar

A percentagem de rendimentos que as famílias devem destinar para comprar uma casa, aumentou em todas as capitais de distrito num ano, com exceção de Ponta Delgada, onde passou de 56% no primeiro trimestre de 2023 a 55% no mesmo período de 2024, diminuindo um ponto percentual.

Por outro lado, foi em Faro onde a taxa de esforço mais aumentou, passando de 82% a 104%, originando um aumento de 22%. Seguem-se os aumentos da taxa de esforço no Funchal (21%), Lisboa (20%), Leiria (12%), Viana do Castelo (11%), Porto (10%), Viseu (9%), Bragança (8%), Setúbal (8%), Braga (8%) e Coimbra (7%).

As cidades onde a taxa menos cresceu entre estes dois momentos foram Vila Real (2%), Beja (2%), Évora (2%), Guarda (3%), Aveiro (4%), Santarém (4%), Castelo Branco (4%) e Portalegre (6%).

No início de 2024, a cidade com a maior taxa de esforço para comprar casa foi o Funchal (108%), seguido por Faro (104%), Lisboa (101%), Porto (80%), Aveiro (69%), Viana do Castelo (60%), Braga (60%), Ponta Delgada (55%), Leiria (53%), Évora (50%), Viseu (49%), Setúbal (48%), Coimbra (46%) e Vila Real (36%).

Por outro lado, verifica-se que há seis capitais de distrito onde é possível comprar casa com uma taxa de esforço inferior à recomendada de 33% (em que a prestação da casa pesa menos de um terço do rendimento disponível da família): Bragança (30%), Santarém (30%), Beja (24%), Castelo Branco (22%), Portalegre (21%) e Guarda (18%).

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