O número de novas empresas criadas na Região Autónoma da Madeira manteve-se superior ao de encerramentos no primeiro trimestre de 2026, embora o ritmo de crescimento tenha abrandado em relação ao ano anterior.
Segundo dados da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) fornecidas ao Instituto Nacional de Estatística (INE) e agora divulgadas pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), foram constituídas 357 sociedades entre janeiro e março, enquanto 116 foram dissolvidas. O saldo positivo fixou-se assim em 241 empresas.
Este valor representa uma descida face ao mesmo período de 2025, quando o saldo tinha sido de +338 sociedades. Em termos homólogos, registaram-se menos 76 constituições e mais 21 dissoluções.
Alojamento, consultoria e construção lideram crescimento, é outra conclusão. A evolução positiva foi sustentada sobretudo por setores ligados ao turismo e serviços.
As atividades de alojamento e restauração lideraram com um saldo de +43 empresas, seguidas da consultoria e atividades científicas e técnicas (+34) e da construção (+29).
Também contribuíram para o crescimento as atividades imobiliárias (+28), artísticas e recreativas (+23), serviços administrativos (+19) e tecnologias da informação (+14).
Em sentido contrário, apenas o setor dos transportes e armazenagem apresentou saldo negativo (-1).
Em termos territoriais, todas as autarquias da região registaram mais empresas criadas do que encerradas.
O Funchal concentrou a maior dinâmica, com 201 constituições e 74 dissoluções. Seguem-se Santa Cruz (47 contra 8) e Câmara de Lobos (28 contra 18).
Machico, Ribeira Brava, Calheta, Ponta do Sol, Porto Santo, Santana, São Vicente e Porto Moniz também apresentaram saldos positivos.
O rácio entre empresas criadas e dissolvidas fixou-se em 3,08 na região, valor idêntico ao registado a nível nacional.