O secretário regional de Economia recebeu hoje, em reunião, a direção da ACIF e representantes das Mesas da Secção das Agências de Viagens, da Secção de Animação Turística, da Secção das Indústrias Alimentares, da Mesa da Secção dos Transitários, Secção dos Transportes Terrestres Coletivos, da Secção dos Transportes de Mercadorias e Aluguer e da Mesa da Secção dos Revendedores de Combustíveis.
Depois de ouvir as preocupações dos empresários, em que o presidente da ACIF também alertou para os constrangimentos que as empresas estão a sentir com a crise energética causada pela guerra entre EUA e Irão, José Manuel Rodrigues recordou o pacote de medidas anunciadas pelo executivo madeirense na passada semana. Adiantou que, no conselho de governo de amanhã, será avaliado e decidido o alargamento dos apoios aos setores hoje ouvidos, em particular relacionados com os transitários, transportes terrestres coletivos, de mercadorias e agroalimentares.
O cessar fogo entre os EUA e o Irão já tiveram o efeito de fazer baixar o preço do petróleo, pelo que há expetativa de melhorias do contexto económico internacional, apesar de ser reconhecido que os problemas não acabam de imediato para as empresas.
“Se forem necessárias outras medidas para apoiar setores que não foram contemplados, o Governo Regional tomará essas medidas”, assegurou José Manuel Rodrigues, remetendo para a reunião do governo de amanhã a tomada de decisões.
Da parte de António Jardim Fernandes, o responsável pela ACIF referiu aos jornalistas, no final do encontro, o presidente da ACIF, António Jardim Fernandes, sublinhou que o principal que “o objetivo desta reunião foi sobretudo sensibilizar a Secretaria da Economia para o impacto que esta crise está a ter, e de uma forma urgente”, afirmou, explicando que foram apresentados contributos de diferentes setores para evidenciar dificuldades concretas.
Segundo o presidente da ACIF, muitas empresas não conseguem repercutir o aumento dos custos nos preços finais. “Há setores que não conseguem mexer nos preços e têm um impacto grande, seja nos combustíveis, nos transportes ou nas matérias-primas”, disse, apontando exemplos como o turismo e o transporte de passageiros com contratos fixos. “As empresas de motorista têm contratos com operadores e não conseguem alterar preços, sofrendo um impacto mortal com o aumento dos combustíveis.”
A associação alertou ainda para o risco de agravamento da situação económica. “Se esta situação se prolongar, podemos ter empresas que não aguentam. Há margens de 10% ou menos que não comportam aumentos desta dimensão”, se o preço dos combustíveis continuar tão elevado, frisou António Jardim Fernandes, admitindo cenários de falências e despedimentos caso não haja respostas rápidas.