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Cônsul honorário: "A Venezuela tem tudo, mas este governo não está à altura"

JM-Madeira

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Data de publicação
14 Outubro 2022
20:23

Pedro Ferreira, cônsul honorário em Barquisimeto, na Venezuela, disse hoje que a situação no país está "bastante difícil", mas a comunidade portuguesa continua a lutar para sobreviver à atual "calamidade", que mantém a "economia muito má", porque "tudo sobe".

"Nós temos uma grande quantidade de portugueses que está bem, mas há também uma grande quantidade de portugueses que precisa de ajuda", disse o cônsul honorário, no cargo desde 1999.

Apesar de reconhecer que o atual momento é o "mais difícil" nas últimas duas décadas, Pedro Ferreira continua a olhar para a Venezuela como um país "maravilhoso", "rico em tudo", "com uma agricultura que permite três colheitas por ano facilmente", além dos recursos "em petróleo, ferro, etc.". "Tem tudo, mas este governo não está à altura deste grande país que é a Venezuela", critica o cônsul.

Sobre as dificuldades que parte da comunidade portuguesa está a viver, Pedro Ferreira aponta que essas pessoas "precisam de dinheiro para comprar os seus medicamentos e para poder comer, porque a vida está demasiado cara, e fica muito difícil para as pessoas subsistirem".

O cônsul honorário em Barquisimeto, localidade onde vivem cerca de 15 mil portugueses, menciona que o "Governo nacional português está a ajudar, de alguma maneira, mas não é a todos". "Se um cidadão português chega ao consulado e [apresenta] problemas de saúde, o Governo apoia", disse.

Pedro Ferreira explicou, por outro lado, que a distância que muitos lusodescendentes mantiveram de Portugal no passado traz hoje maiores dificuldades na aproximação à língua e à cultura nacionais.

O passaporte português hoje é considerado mais valioso do que o venezuelano e conforme as condições de vida se degradam na Venezuela, Portugal surge como país alternativo.

O cônsul tem insistido na importância de os lusodescendentes manterem a língua dos pais, de conhecerem a cultura portuguesa, porque são fatores que ajudarão a integração. Há hoje ensino de português em clubes da comunidade, mas, uma vez mais, "a ajuda não chega a todos". E "muitos nem sequer têm documentos, nem portugueses nem venezuelanos".

Pedro Ferreira desconhece o número real de pessoas da comunidade portuguesa a atravessarem dificuldades, só sabe que "é uma grande quantidade".

Edmar Fernandes/Alberto Pita

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