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Polo aquático/Europeu: Seleção portuguesa procura ‘top 12’ europeu na Penteada

Data de publicação
25 Janeiro 2026
15:30

A seleção portuguesa começa, amanhã, no Funchal, a 21.ª edição do Europeu feminino de polo aquático à procura de um lugar entre as 12 melhores do continente, com missão difícil num grupo B com Espanha, Hungria e Roménia.

Portugal, que se estreou em 1995, volta a participar num Europeu pela primeira vez desde 2016, a quarta participação da sua história, tendo caído num ‘grupo da morte’, com a campeã olímpica Espanha, a ‘vice’ mundial Hungria e a Roménia, adversário teoricamente mais acessível e com quem disputam o primeiro jogo da ‘poule’, na segunda-feira.

Em entrevista à agência Lusa, o selecionador nacional, Ferran Pascual, chama mesmo “final” ao jogo de abertura do torneio, ante uma Roménia que as lusas já venceram, no torneio de qualificação, disputado em Setúbal, e que é uma das duas seleções com menos experiência neste palco em relação às portuguesas – vão para a terceira participação, tantas como a Suíça.

“Faz com que seja ainda mais importante. No primeiro dia, o jogo de abertura do campeonato... será um jogo bonito. São nossos rivais diretos no grupo. Temos a responsabilidade e pressão nesse jogo para tentar ganhar, e tornar mais fácil o campeonato”, descreve o técnico.

Essa ‘facilidade’, estando longe da equação a passagem da primeira fase à ‘main round’, dado o poderio espanhol e húngaro, prende-se com a configuração da segunda fase, que junta terceiros e quartos de cada grupo na definição dos jogos para atribuição de classificação final.

“O objetivo é ganhar no primeiro dia à Roménia, deixar boa imagem com Hungria e Espanha, e depois tentar ficar entre os 12 primeiros, o que seria o objetivo principal, realista e ambicioso, também”, descreve Pascual.

Depois do 10.º lugar em 2016, num formato diferente do que será estreado neste torneio, as lusas, com uma seleção recheada de juventude, reencontram uma Roménia que já venceram, logo a abrir, como o selecionador preferiria, por saber ter um plantel “superfocado e motivado”.

“Jogar em casa é uma sorte e vai ajudar-nos desportivamente, mas é também uma responsabilidade. Toda a gente estará lá e temos de dar o nosso melhor, para que corra tudo bem. É um jogo importante, a bancada estará lá para nos apoiar”, acrescenta.

As 15 convocadas formam uma seleção que prima pela juventude, com apenas três jogadoras nascidas antes de 2000: a capitã Inês Nunes (1987), Beatriz Carmo (1999) e Jéssica Teixeira (1999).

Essa juventude, diz Ferran Pascual, confirma que há “talento e ambição” num conjunto que se pode tornar numa “seleção histórica” nos próximos anos.

“Esta equipa vai fazer história agora e no futuro. (...) Comigo ou sem mim, esta seleção tem de continuar, há muitas atletas na casa dos 20 anos. Terão muitas oportunidades, de Europeus a Taças do Mundo ou mesmo Mundiais, porque não?”, refere.

Um campeonato europeu disputado em casa acarreta “um esforço económico e de trabalho para a federação”, lembra e quer dar como “recompensa” um aumento de visibilidade que permita que “o polo aquático no feminino expluda, que mais jogadoras comecem a jogar”.

Depois de vários estágios nos últimos dois meses, o último decorreu em Barcelona, com seis jogos particulares com equipas das duas principais divisões de Espanha, um dos campeonatos mais competitivos do mundo, acabando com resultados “ótimos” e três vitórias na bagagem para a Madeira.

A chave para o torneio, sobretudo para a “final” com a Roménia, poderá estar “na parte emocional”.

“Porque elas chegam bem física, tática e tecnicamente. Vão chegar prontas para o jogo e sabemos muito bem o que temos de fazer. A parte mais emocional, por ser o primeiro jogo do torneio, a estreia delas em Europeus... vai depender muito de como começar”, atira.

Um bom arranque pode deixar as portuguesas “ir para cima” em busca da vitória, mas Pascual lembra que do outro lado estará uma seleção com “boas jogadoras”, salientando a guarda-redes, que pode “defender muito bem e tornar o jogo difícil”.

O selecionador português, que elege a campeã mundial Grécia, a Espanha e a Hungria como grandes favoritas à conquista do torneio no Funchal, destaca ainda o grupo de jogadoras que lidera, pelos sacrifícios que têm feito por uma modalidade olímpica, mas amadora em Portugal, em busca de continuar a fazer história.

“O esforço que estão a fazer para chegar em grandes condições é muito grande. Deixaram os trabalhos, os estudos, para preparar o campeonato, fazer os estágios. Temos tido estágios todos os fins de semana nos últimos dois meses, estão sem tempo livre e sem receber nada, a nível económico. Têm todo o meu respeito, são jogadoras que estão a investir a vida profissional, académica e pessoal, por este sonho”, afirma.

Lista das 15 convocadas:

Alice Rodrigues, Inês Nunes, Ana Catarina Reis, Jéssica Teixeira, Ana Jardim, Joana Arromba, Beatriz Carmo, Madalena Lousa, Beatriz Pereira, Maria Machado, Carlota Milheiro, Maria Sampaio, Carolina Magano Fernandes, Mariana Carvalho e Iara Santos.

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