O ciclo de exposições itinerante ‘(IN)FLUXO’ inaugurou ontem ao final da tarde no Museu Quinta das Cruzes, numa iniciativa integrada nas comemorações dos 50 anos da Autonomia da Madeira e dos 10 anos da reformulação do MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira.
A abertura contou com a presença do secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, tendo assinalado a segunda paragem pública deste projeto iniciado em 2024, que reúne uma seleção de obras adquiridas no âmbito do programa anual de aquisições da Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura/Direção Regional da Cultura para reforço dos acervos do MUDAS durante o biénio 2024-2025.
Depois de uma primeira apresentação na Calheta, a exposição chegou agora ao Museu Quinta das Cruzes ao abrigo de uma parceria entre as duas instituições. A itinerância prosseguirá pelo Porto Santo, Ponta Delgada e Santa Cruz, antes de regressar à Calheta para a conclusão do ciclo.
No Museu Quinta das Cruzes, as obras estão integradas no circuito principal da casa, dialogando com o acervo permanente do espaço museológico. O conjunto inclui trabalhos de autores marcantes da história da arte portuguesa dos séculos XX e XXI, como Almada Negreiros, Paula Rego, Júlio Pomar, Nadir Afonso, Sónia Delaunay, Cruzeiro Seixas, Nikias Skapinakis, António Areal e João Cutileiro, entre outros.
No âmbito da inauguração, Eduardo Jesus sublinhou que o (IN)FLUXO “traduz uma política cultural ativa”, destacando a importância da circulação das obras por diferentes concelhos da Região. “Este é um projeto que contribui para a descentralização cultural e para um acesso mais facilitado à criação artística contemporânea”, afirmou.
O governante referiu ainda a importância da itinerância enquanto instrumento de descentralização cultural e de promoção de um acesso mais alargado à cultura, destacando o papel dos artistas enquanto agentes de criação e de liberdade, mesmo em contextos historicamente condicionados. “É o artista que, através da pintura, da escrita ou da música, encontra formas próprias de comunicar e de afirmar a sua liberdade”, referiu.
A exposição permanece patente no Museu Quinta das Cruzes, integrando-se no programa itinerante que pretende aproximar diferentes públicos de obras e autores fundamentais da arte portuguesa, enaltecendo o papel dos museus enquanto espaços de encontro e diálogo.