A exposição ‘A Semente dos Olhos’, da artista Jelka Baras, foi inaugurada esta tarde na Galeria dos Prazeres. Com curadoria de Márcia de Sousa, a mostra reúne 59 obras que cruzam fotografia e outros objetos, propondo uma reflexão sobre o caminho, a memória e a relação com a natureza.
Partindo da própria história, que descreve como um “banco de sementes”, Jelka Baras constrói um conjunto de imagens fragmentadas, maioritariamente monocromáticas, onde surgem plantas, algas e paisagens observadas ao longo do tempo em diferentes lugares, da Madeira à Croácia. O trabalho recorre a técnicas exploratórias, como a cianotipia, criando um código visual onde o azul e as gradações de claro-escuro aproximam o biológico do espiritual.
Na sessão de abertura, o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, felicitou a artista e destacou o trabalho desenvolvido pela Galeria dos Prazeres, considerando que “aquilo que nos traz hoje corresponde à expectativa que nos criou”. O governante manifestou ainda gratidão “pela oportunidade de abraçar esta criação” e abrir portas ao “seu universo”.
Também a presidente da Câmara Municipal da Calheta, Doroteia Leça, sublinhou a importância de criar condições para o desenvolvimento cultural no concelho, destacando o apoio dado a “fornecer ferramentas para que as coisas aconteçam”.
A artista explicou que a exposição nasce de um universo muito pessoal, mas pensado para ser partilhado. “É um mundo muito meu, mas acho que todos nós temos um pouco deste mundo dentro de nós”, afirmou, convidando cada visitante a encontrar nas imagens “uma pequena parte para si”.
Já a curadora Márcia de Sousa descreveu o projeto como um trabalho construído ao longo de anos, que reúne momentos e experiências da artista num conjunto expositivo que transporta para a galeria o seu olhar contemplativo sobre o mundo.
A exposição ficará patente ao público até agosto de 2027, com entrada livre.