A Diocese do Funchal passa a dispor de um vinho de missa produzido na Região, uma opção que, segundo D. Nuno Brás, bispo do Funchal, “justifica-se tanto pela identidade regional como pelas razões práticas ligadas à celebração da Eucaristia”.
Para o responsável, o vinho “identifica a Madeira e não existia qualquer motivo para que a região não tivesse um vinho próprio destinado à missa, desde que fossem cumpridas as exigências da Igreja”, declarações proferidas aos jornalistas na apresentação do vinho de missa.
D. Nuno Brás considerou que “o vinho de missa tem de ser, antes de mais, vinho verdadeiro, ou seja tem de ser exclusivamente fruto da videira, sem qualquer adição de outros produtos”.
O bispo recordou que, “durante a missa, os sacerdotes consomem pequenas quantidades, pelo que é essencial que o vinho se mantenha em boas condições durante um longo período sem perder qualidades”.
Este vinho foi produzido pela empresa Justino’s. O produto será comercializado e poderá também ser exportado para o continente, mantendo assim, uma forte ligação à identidade regional.
Quando questionado sobre as críticas feitas pelo Padre José Luís Rodrigues, o mesmo mostrou-se surpreendido e afirma não ter conhecimento da situação. Recorde-se que o sacerdote manifestou a sua indignação nas suas redes sociais onde criticou a decisão da diocese, na criação do vinho de missa.
Ainda assim, o sacerdote achou pertinente esclarecer que “o vinho de missa tem de ser certificado por uma entidade religiosa, mas uma vez que a diocese não tem meios para produzir vinho, foi obrigada a recorrer a produtores”, explicou.
D. Nuno Brás esclarece que “não existe obrigação de que as missas sejam celebradas com este vinho em específico. A utilização ficará ao critério dos sacerdotes que assim o desejarem, incluindo fora da Madeira, onde o vinho poderá igualmente ser encomendado”, concluiu.