O presidente da VINCI, empresa francesa que detém a concessão dos aeroportos em Portugal continental e nas regiões autónomas, garantiu esta segunda-feira aos deputados do Juntos Pelo Povo (JPP) que integram a 2.ª Comissão Permanente de Economia e Mar, da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM), Basílio Santos e Carlos Silva, desconhecer “intenção de qualquer companhia aérea em abandonar a rota (da Madeira) por motivos ainda pendentes do SSM”.
Isso mesmo foi referido pelo JPP numa nota enviada à redação, que, segundo Basílio Santos, porta-voz do JPP, “desmente informações de membros do Governo Regional do PSD/CDS e de deputados da mesma aliança eleitos pela Madeira à Assembleia da República, que, ciclicamente, afirmaram haver companhias que ameaçavam abandonar a linha da Madeira se houvesse alterações no modelo do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) para que os estudantes e os residentes pagassem apenas o valor da tarifa e deixassem de fazer adiantamentos ao Estado”.
Os parlamentares do partido que lidera a oposição colocaram várias questões ao gestor francês, nomeadamente se já recolheram “informação relevantes” dos equipamentos de medição dos ventos que entraram em funcionamento em novembro de 2025 que possam, por exemplo, servir de base para alterar os limites de vento que vigoram desde 1964; se há previsão de reduzir as taxas aeroportuárias e a falta de estacionamento no Aeroporto Cristiano Ronaldo; a prometida nova gare do aeroporto do Porto Santo, o aumento da placa de estacionamento, as obras de melhoramento da pista e em que medida o plano de contingência do Aeroporto Cristiano Ronaldo incorpora a alternativa Aeroporto do Porto Santo.
Em resposta, Thierry Ligonnière disse, refere ainda a nota enviada à redação, que não há intenção de aumentar os lugares de estacionamento no Aeroporto Cristiano Ronaldo. Em relação ao Aeroporto do Porto Santo referiu que o processo de construção da nova aerogare está pendente, prevendo o início das obras para o primeiro trimestre de 2027 e conclusão em 2029, mas mostrou-se preocupado com os atrasos e a subida de custos.
Disse que as obras previstas para o Porto Santo não preveem o aumento da capacidade para receber mais aeronaves. Sobre os ventos, referiu, apenas, que ANA participa no grupo de trabalho da NAV Portugal que acompanha e trata os dados recolhidos pelo novo radar. Quanto às taxas, não está a ser equacionada qualquer redução, tendo em conta que o plano de investimentos programado será para cumprir logo que seja possível.