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França critica condenação de Nobel da Paz Narges Mohammadi

Data de publicação
09 Fevereiro 2026
20:04

O Governo francês criticou hoje o Irão por “ter novamente escolhido a repressão e a intimidação” ao condenar a jornalista Narges Mohammadi, prémio Nobel da Paz 2023, a sete anos e meio de prisão.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês apelou para a libertação desta “incansável defensora” dos direitos humanos, de 53 anos, detida a 12 de dezembro na cidade de Mashhad, no nordeste do país, juntamente com outros ativistas, depois de discursar numa cerimónia de homenagem a um advogado encontrado morto.

O seu advogado, Mostafa Nili, indicou no domingo à agência de notícias francesa, AFP, que Mohammadi foi condenada a seis anos de prisão “por reunião e conspiração para cometer crimes” e proibida de viajar para o estrangeiro durante dois anos.

E, noutro caso, foi condenada a um ano e meio de prisão por “atividades de propaganda” e a dois anos de exílio na cidade de Khosf, na província oriental de Khorasan do Sul, acrescentou o advogado.

A sua fundação alertou para o estado de saúde da ativista, que iniciou a 02 de fevereiro uma greve de fome em protesto contra as condições prisionais e a proibição de contactar telefonicamente com advogados e família.

Narges Mohammadi “pôs fim à greve de fome hoje [domingo], ao sexto dia, havendo informações que indicam que o seu estado físico é profundamente preocupante”, indicou a fundação.

A jornalista e ativista iraniana foi detida algumas semanas antes do início do movimento de contestação popular violentamente reprimido pelas autoridades do regime teocrático.

Nos últimos 25 anos, Mohammadi foi diversas vezes julgada e encarcerada pelo ativismo contra a pena de morte e o rígido código de vestuário imposto às mulheres no Irão.

Passou grande parte da última década atrás das grades e não vê os dois filhos, que vivem em Paris, desde 2015.

Em dezembro de 2024, foi libertada durante três semanas por razões médicas relacionadas com “o seu estado físico após a remoção de um tumor e um enxerto ósseo”, indicou o advogado da ativista.

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