Sílvia Silva, do Partido Socialista, destacou a importância da implementação do projeto-piloto regional de rastreio do cancro do pulmão, apresentado pelo PS.
Segundo a parlamentar, o cancro do pulmão é “uma das doenças que mais mata na Madeira”, e os rastreios têm um papel “essencial” na prevenção e na deteção precoce, podendo salvar vidas. “Os dados sobre o cancro na Madeira são devastadores e referem-se a vidas concretas”, afirmou Sílvia Silva, dirigindo-se à deputada do PSD, Bina Pereira, e sublinhando que a questão não se trata de “um jogo político”.
A social-democrata tinha defendido que a prevenção já era um lema do Serviço Regional de Saúde, mas a deputada do PS apontou falhas na execução: “a adesão aos rastreios oncológicos na Madeira é das mais baixas do país. No rastreio do cancro da mama, apenas 53% das mulheres convocadas responderam; no rastreio do cancro do colo reto, a taxa foi de 41%; e no rastreio do cancro do colo do útero, 43,5%, a mais baixa do país”.
“Isso significa que o Sistema Regional de Saúde não está a conseguir transmitir eficazmente a importância do diagnóstico precoce para salvar vidas”, frisou. Sílvia Silva destacou que, apesar de existir uma política de rastreios, a população precisa ter a oportunidade de escolher realizar os exames. “Mais grave é quando o próprio sistema decide retirar essa escolha. Pior é quando o Governo opta por desproteger pessoas que deveriam ter a oportunidade de detectar a doença a tempo de serem tratadas”, acrescentou.