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Venezuela: Lídia Albornoz quer Governo Regional atento ao consulado

Data de publicação
03 Janeiro 2026
14:24

A presidente na Madeira da Associação Comando Com Venezuela disse hoje que a comunidade venezuelana nesta região vive um misto de alegria e apreensão, apelando ao Governo Regional para assegurar os interesses dos venezuelanos junto do consulado no arquipélago.

“As pessoas com quem tenho contactado mostram alegria e até já pedem para ir para as ruas fazer manifestações. Estão muito felizes, mas, ao mesmo tempo, fazem perguntas sobre que vai acontecer”, afirmou Lídia Albornoz à agência Lusa.

Salientando ser necessário aguardar pela conferência de imprensa desta tarde do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a representante na Madeira desta associação organizada por Maria Corina Machado (líder da oposição venezuelana) desde as eleições no país sul-americano admitiu estar “bastante apreensiva”.

Esta madrugada, adiantou, contactou com um familiar que está na Venezuela e que estava em “euforia e não sabia se chorava de alegria ou de medo”.

“Nós estamos a viver um misto muito grande de emoções, mas é preciso ter cuidado com isto, porque a Venezuela nunca passou por este processo de ter a intervenção dos Estados Unidos da América”, sublinhou.

Lídia Albornoz defendeu que este deve ser um processo de transição política, sendo necessário estar alerta, até porque o Presidente da República, Nicolás Maduro, foi capturado “mas ficou o seu regime lá dentro”.

“Delcy Rodríguez [vice-presidente] é o clone de Maduro em pessoa e os militares têm de demonstrar de que lado é que estão”, acrescentou.

Para esta ativista, “as próximas 24 a 48 horas serão decisivas para a Venezuela”.

Lídia Albornoz defendeu que o Governo Regional, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, “também tem de dar atenção ao consulado da Venezuela na Madeira, que tem que ser protegido porque estão lá os interesses dos venezuelanos”.

“As pessoas têm a perceção daquilo de que eles são capazes. Sabemos que as coisas vão piorar muito se este regime não sair de uma vez por todas da Venezuela”, reforçou.

A ativista mencionou que, nos últimos anos, as pessoas “têm medo de dar a cara”.

“Há um consulado na Madeira e não podemos esquecer que faz pressão sobre os venezuelanos, mesmo os que vivem fora do país”, indicou.

Por isso, adiantou que tem alertado os venezuelanos na Madeira para a necessidade de “manter a calma, ter atenção na informação que está a sair, porque nem tudo é fidedigno e vão circular muitas coisas nas redes sociais”.

“No meu caso, há 20 minutos caiu-me a ficha, porque estou a dar a cara por um projeto há mais de 20 anos e posso admitir que estou com medo de represálias aqui na Madeira, pela minha família”, declarou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um “ataque em grande escala” na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.

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