A Coligação Mais Santa Cruz criticou as políticas de habitação do executivo municipal JPP nos últimos anos.Em comunicado enviado à nossa redação, na sequência da notícia publicada no Jornal de hoje sobre o facto de o executivo municipal de Santa Cruz, a coligação PSD/CDS refere que os “graves problemas de habitação no concelho” são um problema estrutural que resulta de uma “inércia absoluta” do executivo municipal JPP.
Aponta que “a Estratégia Local de Habitação foi aprovada tarde e mal, a Carta Municipal de Habitação está ainda a ser elaborada, e com tudo isso perdeu-se a possibilidade de beneficiar dos apoios do programa Primeiro Direito”, acrescentando ainda entre as críticas que “o processo de revisão do PDM arrasta-se desde 2019, e ainda sem data prevista para a sua conclusão”.
Perante os factos enumerados, a coligação afirma estarmos perante uma revelação feita é “à boa maneira da JPP, que faz um anúncio bombástico que, na prática, não resolve nada no presente nem garante nada no futuro”.
Sobre o projeto anunciado, a coligação ‘Mais Santa Cruz’, aponta que a obra que vai implicar “um valor avultado (50 milhões de euros), não é dada informação relativa ao financiamento identificado, ao cronograma e não mostra qualquer garantia de execução”, concluindo que considera que “não existe projeto, não existe obra, não existem casas”, reiterando que irá ser “apenas e só mais anúncio, que serve apenas um propósito: desviar atenções e tentar passar a ideia de que a Câmara “está a fazer muito”, quando na realidade nada fez até agora e tudo indica que continuará a não fazer”.
Apontando que “a política de habitação não se faz com comunicados nem com promessas futuras”, reiteram ainda que “enquanto o executivo anuncia intenções, as famílias continuam sem respostas, os jovens continuam sem conseguir fixar-se no concelho e o mercado habitacional continua entregue à especulação, sem uma estratégia municipal séria, consistente e executável”, pedindo que se promova políticas “com decisões atempadas, com coragem política e com ações concretas”.