Miguel Albuquerque considerou hoje que a posição de Carlos Rodrigues, vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, é “coincidente” com a sua sobre o envolvimento do Governo Regional na construção de campos de golfe na Madeira e disse que os jornalistas é que não entenderam o que tinha dito no dia anterior.
Hoje, Carlos Rodrigues, vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, afirmou, numa publicação na sua conta oficial numa rede social, ser “absolutamente contra o facto do Governo Regional se constituir como construtor de campos de golfe”.
Na publicação, diz compreender os investimentos no Porto Santo e no Santo da Serra, enquanto forma de “dar início ao processo”, mas, “a partir daí, não faz sentido e é economicamente irracional continuar esse percurso”, considerando que devem ser os privados a assumir esses investimentos. “Se não existirem interessados então é porque os investimentos não são viáveis e se não são viáveis para os privados, jamais serão para os contribuintes”, destacou.
Confrontado com estas declarações, Miguel Albuquerque mostrou ter dúvidas que esteja a ser feita uma crítica ao Governo. “Eu não sei se ele criticou. O que ele disse foi uma coisa que eu disse ontem, mas vocês não perceberam”, respondeu o presidente do Governo Regional aos jornalistas, à margem da inauguração de uma clínica no Funchal.
“O que eu disse foi o seguinte: O Governo vai expropriar os terrenos onde ficará situado o futuro campo de golfe do Faial”, afirmou. O compromisso é “expropriar os terrenos”, contratar um “bom designer” para desenhar o novo campo e definir as zonas de intervenção do imobiliário.
Terminada esta etapa, “a nossa ideia é abrir um concurso de conceção, construção e exploração da área” e, depois, “alienar o golfe”. “Portanto, o Governo não faz campos de golfe”, mencionou, aditando que o Governo “vai preparar todas as condições, com grande qualidade, para concessionar essas áreas”.
Recorde-se que, na quarta-feira, o Governo Regional autorizou o investimento de 36 milhões de euros, “tendo em vista a comparticipação de despesas de investimento” no âmbito do projeto do futuro campo de Golfe do Faial.
A distribuição da verba prevista vai ocorrer da seguinte forma: dois milhões de euros, em 2026, quatro milhões de euros, em 2027, e 30 milhões de euros, em 2028.