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Venezuela: Chega pede mais ação ao Estado português para pressionar a libertação de presos políticos luso-descendentes

Data de publicação
29 Janeiro 2026
18:55

O grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República reuniu com o Comando Con Venezuela, estrutura das forças democráticas venezuelanas lideradas por María Corina Machado, para analisar a situação política e humanitária no país, com especial enfoque na realidade dos presos políticos luso-descendentes detidos pelo regime venezuelano.

Durante o encontro foi amplamente discutida a situação dos presos políticos luso-descendentes, detidos sem provas, sem acesso a um processo justo, sem garantias de defesa e, em vários casos, em condições médicas delicadas, sem acompanhamento adequado. Para o Chega, trata-se de uma situação grave que exige uma resposta firme do Estado português.

O deputado Ricardo Regalla Dias-Pinto considerou que o Governo português não está a fazer tudo o que poderia — e deveria — fazer para garantir a libertação destes cidadãos e descendentes de portugueses, denunciando uma postura excessivamente passiva e diplomática face a um regime repressivo.

“Portugal está a falhar com os seus. Há presos políticos luso-descendentes esquecidos em cadeias venezuelanas, sem direitos, sem julgamento e sem proteção efetiva do Estado português”, afirmou o deputado.

Já Francisco Gomes sublinhou ainda que presos políticos descendentes de espanhóis, italianos, franceses e alemães têm vindo a ser libertados, enquanto os luso-descendentes permanecem detidos, o que considera revelador de uma falta de firmeza da diplomacia portuguesa.

“Outros países protegem os seus cidadãos e descendentes. Portugal adota uma postura macia e conformada, e quem paga são famílias inteiras que vivem este drama em silêncio”, acrescentou.

Para o parlamentar madeirense, o Chega assume-se como a voz das famílias que não conseguem falar, exigindo que o Estado português defenda ativamente os portugueses e luso-descendentes na Venezuela, com a mesma determinação demonstrada por outros países europeus.

“O Chega não aceita que portugueses sejam abandonados por conveniência diplomática. Vamos continuar a denunciar, a pressionar e a dar voz a quem foi esquecido”, concluiu Francisco Gomes.

Em representação do Chega estiveram os deputados Ricardo Regalla Dias-Pinto e Francisco Gomes. Do lado do Comando Con Venezuela participaram Ana Cristina Monteiro, membro do comando em Portugal; María Alejandra González, filha de Juan Rodríguez dos Ramos, preso político com nacionalidade portuguesa; Nohelia Álvarez, filha de Noel Álvarez, cidadão português libertado condicionalmente há dois meses; e Pedro Antonio de Mendonça, diretor do Comando Mundo Con Venezuela, responsável pela coordenação internacional da luta da diáspora venezuelana.

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