Emanuel Câmara defendeu, hoje, maior empenho e pressão do Governo da República junto das autoridades venezuelanas, com vista à libertação dos presos políticos lusodescendentes detidos na Venezuela.
O deputado do PS-Madeira à Assembleia da República juntamente com o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS responsável pela área dos Negócios Estrangeiros, João Torres, esteve esta tarde reunido com um grupo de elementos do ‘Comando Con Venezuela’, movimento ligado à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.
De acordo com uma nota enviada ao Jornal, este encontro serviu para abordar o momento político e social que se vive naquele país, com o foco apontado aos portugueses e lusodescendentes detidos pelo regime e que, praticamente um mês depois da captura de Nicolás Maduro, continuam privados da liberdade. Uma oportunidade para ouvir, de viva voz, da parte dos filhos de três detidos, o sentimento de injustiça, angústia e sofrimento porque que passam as respetivas famílias.
Numa altura em que apenas uma presa lusodescendente foi libertada, Emanuel Câmara alerta para a urgência de o Governo português exercer uma maior pressão política e diplomática, no sentido de garantir o mesmo desfecho para os restantes cidadãos que continuam detidos.
“Temos assistido à libertação de presos políticos de países como Espanha, Itália ou Alemanha, algo que decorre em grande parte da ação diplomática dos Governos desses países”, deu conta Emanuel Câmara, lamentando o facto de não se verificar o mesmo em relação aos cidadãos lusodescendentes. “O Governo de Portugal tem de ter uma intervenção mais firme e determinada. Estamos a falar de vidas que estão suspensas, de cidadãos que não cometeram qualquer crime e que foram presos às mãos de um regime intolerante e opressor”, declarou, frisando a necessidade de maior ação por parte do Estado.