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SESARAM esclarece situação do Serviço de Urgência e reconhece trabalho dos enfermeiros

Paulo Graça

Jornalista

Data de publicação
30 Janeiro 2026
19:25
SESARAM revela que entre constrangimentos ao trabalho dos enfermeiros está o elevado número de chamadas ‘altas clínicas’, que corresponde atualmente a cerca de 230 utentes que, apesar de terem alta médica, aguardam resposta social ou vaga em unidades de retaguarda.

Na sequência da notícia tornada pública, avançada em primeira mão pelo JM online, o SESARAM considerou necessário prestar esclarecimentos sobre a situação do trabalho de enfermagem no Serviço de Urgência adultos do Hospital Dr. Nélio Mendonça.

A instituição que gere o serviço de saúde da RAM reconhece o sentimento de desgaste manifestado pelos profissionais das urgências, sublinhando a importância da sua atuação numa área particularmente exigente e de resposta imediata.

Em comunicado, o SESARAM admite que a pressão assistencial constitui um desafio constante, sobretudo quando o fluxo de doentes é condicionado por fatores externos à gestão clínica imediata. Entre esses constrangimentos está o elevado número de chamadas ‘altas clínicas’, que corresponde atualmente a cerca de 230 utentes que, apesar de terem alta médica, aguardam resposta social ou vaga em unidades de retaguarda. Embora se trate de um número significativo, representa uma diminuição face a julho de 2025, quando se registavam 260 casos.

Ainda assim, este cenário continua a limitar a rotatividade das camas e a gestão dos internamentos, levando a que alguns doentes permaneçam no Serviço de Urgência à espera de transferência para enfermaria.

Apesar destas dificuldades, o SESARAM destaca que o Serviço de Urgência nunca teve um número tão elevado de profissionais como atualmente, contando com 115 enfermeiros no seu efetivo. Paralelamente, a instituição tem recorrido ao trabalho suplementar e ao reforço temporário de oito profissionais provenientes de outros serviços, especificamente para apoiar esta área.

Relativamente às declarações de escusa de responsabilidade tornadas públicas, o SESARAM esclarece que foram subscritas por cerca de 70 enfermeiros, o que corresponde a aproximadamente 60% do efetivo total do serviço.

A administração frisa que se trata de um procedimento de natureza profissional e deontológica, dirigido à instituição e à Ordem dos Enfermeiros, não configurando, em circunstância alguma, uma escusa de responsabilidade civil na prestação de cuidados aos doentes.

O SESARAM conclui reafirmando que o bem-estar e as condições de trabalho dos seus profissionais continuam a ser uma das principais prioridades da instituição.

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