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Fotografia, investigação e desenho para ler a cidade com curadoria de Paulo David

Data de publicação
18 Março 2026
18:30

A exposição ‘A Invenção do Funchal’, com curadoria do arquiteto Paulo David, foi inaugurada hoje no Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, reunindo fotografia, desenho e investigação académica para uma leitura da formação urbana da cidade a partir da memória dos antigos conventos.

A mostra cruza diferentes linguagens e fontes documentais, desde desenhos arquitetónicos e cartografia a gravuras, elementos arqueológicos e o acervo fotográfico do museu, propondo revisitar o Funchal através das suas múltiplas camadas históricas e territoriais.

Na sessão de abertura, o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, destacou o percurso do curador e a forma como este tem conciliado prática profissional e investigação. O governante sublinhou que Paulo David “usa muito a memória para preservar e respeitar o território”, considerando-o “um construtor da memória do futuro”. Acrescentou ainda que esta exposição representa “mais um ponto neste percurso”, evidenciando também a dimensão cívica e pedagógica do trabalho desenvolvido pelo arquiteto.

Já Paulo David descreveu o projeto como uma “poética de encontros” entre o espólio do museu e o trabalho desenvolvido na academia ao longo dos últimos anos. “Esta exposição é uma espécie de provocação”, afirmou, explicando que a curadoria parte do cruzamento entre fotografia e desenho para abrir novas leituras sobre a cidade, sem impor uma interpretação única.

O arquiteto defendeu que os conventos são estruturas fundamentais para compreender o Funchal. “Para nós, isto é fundacional, perceber os primeiros gestos e porque é que estas configurações decidiram compor a cidade nesta forma”, disse, sublinhando a importância da relação entre arquitetura e território na construção urbana.

Organizada em quatro temas/salas – Convocação, Fundação, Apagamento e Leitura –, a exposição propõe uma reflexão sobre o tempo, a transformação e a permanência. “Uma cidade não é de um tempo, é de vários tempos”, afirmou o curador, apontando também para a necessidade de olhar “para a cidade que não estamos a ver”, numa referência à dimensão invisível do território.

A ‘Invenção do Funchal’ ficará patente ao público no Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s até junho.

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