Na abertura do 23º Congresso Regional do PS, o presidente da Mesa destacou o momento em que o Partido Socialista vive, mantendo-se “fiel” aos seus valores, agora na era de Célia Pessegueiro, que, a seu ver, é sinónimo de confiança e de esperança.
“Um partido que se mostra como uma alternativa consistente para todos os madeirenses e porto-santenses”, vincou Sérgio Gonçalves, elogiando o percurso da primeira mulher a presidir o partido. “Temos uma mulher pioneira, já foi a primeira mulher presidente da JS e de uma Câmara Municipal na Madeira. Força Célia, estamos contigo”, acentuou.
Sérgio Gonçalves, olhou, posteriormente, para o cenário político regional e internacional. “Os tempos não são fáceis, com o mundo que virou à direita, mas não se endireita”, comentou. Para o também eurodeputado madeirense, “o tempo das desculpas acabou e temos de dizer isso às pessoas. Quando o PSD culpa o PSD nacional, culpa-se a si próprio”, sublinhou, numa alusão à recente polémica em torno do subsídio social de mobilidade.
“Queremos ser discriminados”, mas pela positiva, disse, “por um governo que perceba de uma vez por todos que viver no continente é diferente de viver numa ilha”, e que entenda que a Autonomia é uma conquista de todos os madeirenses, “sendo essencial para a sua melhoria de vida”.
Afirmando que o Congresso marca o início de um novo ciclo, Sérgio Gonçalves destacou três pontos de atuação que consideram determinantes.
"Mobilizar, ouvir as pessoas, auscultar os descontentes e os que estão acomodados. Todos contam", disse. Em segundo lugar, "construir um projeto com soluções. O PS tem de ser portador de esperança e de progresso, para construir uma sociedade mais justa e solidária". E, em terceiro lugar, “falar a verdade e escrutinar quem toma as decisões, não permitir desculpas nem a desculpabilização permanente do PSD apontando para a República e para a União Europeia”
A seu ver, “só assim conseguiremos mudar o caminho, para melhor”, dos madeirenses.