O SANAS, Associação Madeirense para Socorro no Mar, irá promover um novo curso de nadador-salvador antes do verão, com o objetivo de garantir a capacidade de resposta às necessidades da Região durante a próxima época balnear.
Na origem da decisão estão os constrangimentos sentidos na contratação de profissionais vindos do estrangeiro, em particular da América do Sul, que enfrentam agora processos mais exigentes junto da AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo.
O comandante operacional do SANAS, Ângelo Abreu, admite que a situação se tem vindo a agravar desde o ano passado. “Temos vindo a perceber, já desde o ano passado, que as dificuldades para a entrada em Portugal dos efetivos que vêm da América do Sul aumentou bastante, ou seja, a burocracia sofreu um incremento bastante grande”, afirmou.
Segundo o responsável, muitos dos nadadores-salvadores que trabalharam na Madeira em anos anteriores e que agora pretendem regressar estão a ser obrigados a apresentar documentação adicional. “Nós temos sentido isso com os elementos que fizeram serviço connosco nos últimos anos e que pretendem regressar e que estão-nos a pedir documentação da parte contratante para apresentarem, no fim de contas, na AIMA”, explicou.
A redução do número de profissionais estrangeiros disponíveis deverá aumentar a pressão sobre o mercado regional. “Como este número de nadadores estrangeiros vai ser muito mais reduzido este ano, aquilo que vai acontecer é uma procura muito superior àqueles que existem no mercado disponíveis, pelo menos para fazer o tempo inteiro”, alertou.
Apesar de o planeamento estar encaminhado, Ângelo Abreu sublinha que é necessário olhar para toda a Região. “Nós também temos que olhar para a Madeira como um todo e, se o mercado necessita de mais elementos formados, o SANAS vai dar esse passo em frente”, garantiu.
A associação recorda que a extensa frente marítima obriga à presença de vigilância para que as praias possam estar legalmente abertas. “Temos muitas praias ao redor da Madeira, todas elas necessitam de nadadores-salvadores para estarem legalmente abertas, precisam de vigilância”, reforçou.
O novo curso deverá avançar assim que o processo esteja confirmado, com o arranque previsto ainda antes do verão. “O SANAS vai fazer o seu papel e, assim que tenha tudo confirmado, certamente lançaremos um novo curso”, concluiu.