O presidente do CDS-PP Madeira, José Manuel Rodrigues, manifestou a “profunda discordância e tristeza” do partido na Região perante a rejeição, na Assembleia da República, da proposta que previa o pagamento a 100% do subsídio de doença para doentes oncológicos.
Numa nota enviada às redações, o CDS-PP Madeira considera tratar-se de “uma decisão incompreensível do ponto de vista humano, social e político”, sublinhando que a medida incidia sobre cidadãos particularmente vulneráveis, que enfrentam “uma das fases mais difíceis das suas vidas”.
Para a estrutura regional do partido, há matérias em que a responsabilidade política deve prevalecer sobre justificações técnicas ou financeiras. “Quando está em causa a dignidade de pessoas fragilizadas pela doença, o critério essencial deve ser o da humanidade, da empatia e da solidariedade”, refere a mesma nota.
O CDS-PP Madeira lamenta ainda a posição assumida por forças políticas com responsabilidades governativas e parlamentares, considerando que falharam “num tema em que o dever moral devia ter prevalecido sobre qualquer cálculo político”.
Na mesma comunicação, o partido afirma não se rever no sentido de voto assumido pelo CDS e pelo PSD nesta matéria, por entender que essa posição contraria a matriz ideológica que esteve na origem de ambos os partidos e os princípios democrata-cristãos e social-democratas consagrados nos seus programas e estatutos.
A estrutura regional recorda ainda as figuras históricas associadas ao CDS e ao PSD, defendendo que “o partido de Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa e Lucas Pires, tal como o PSD de Francisco Sá Carneiro, não pode resignar-se ao silêncio, à ambiguidade ou à indiferença perante decisões desta natureza”.
O CDS-PP Madeira reafirma, por isso, a defesa da dignidade da pessoa humana e da proteção dos mais vulneráveis, esperando que o CDS e o PSD, enquanto forças que suportam o Governo da República, reconsiderem a sua posição, permitindo que os doentes oncológicos possam beneficiar do subsídio de doença a 100%.