O Partido Reagir Incluir Reciclar (RIR) denunciou, este sábado, a “grave situação de sobrelotação nas urgências” e as “falhas estruturais persistentes” no Serviço Regional de Saúde, defendendo que o problema é antigo e resulta de anos de inação.
Em comunicado assinado pela coordenadora regional, Liana Reis, a estrutura partidária refere que a atual pressão sobre os serviços de urgência volta a expor “a contínua degradação das condições” no sistema de saúde, sublinhando ainda os sucessivos pedidos de escusa de responsabilidade por parte dos profissionais.
“O problema não é novo, não é pontual e não se limita às urgências — é estrutural e afeta todo o sistema”, sustenta o RIR, que considera “inaceitável” qualquer tentativa de desvalorização política da situação.
O partido aponta também para a falta de resposta às chamadas “altas problemáticas”, que continuam a bloquear camas hospitalares e a agravar o funcionamento global dos serviços. Segundo o comunicado, este cenário gera “um efeito em cadeia” que compromete a capacidade de resposta do sistema.
Relativamente às medidas entretanto anunciadas, o RIR entende que chegam tarde e não terão impacto imediato, descrevendo a evolução da situação como uma “bola de neve”. “De promessas, a população e os profissionais de saúde estão legitimamente fartos”, refere.
Liana Reis considera evidente “a falta de planeamento, de antecipação e de capacidade de resolução” por parte das entidades responsáveis, defendendo respostas “sérias, estruturais e imediatas”.
O RIR garante que continuará a exigir responsabilidade política e soluções concretas para assegurar “a dignidade no acesso aos cuidados de saúde”.