Na declaração política semanal, na ALRAM, o deputado Brício Araújo, PSD, lembrou que “não faz qualquer sentido que a República coloque na Região” alguém da República. Com isto, defendendo ser “indispensável” que o Representante da República seja madeirense, mas também, por outro lado, fundamenta que seja “eliminada” esta figura numa eventual revisão constitucional.
Criticou a visão que classificou de “colonialista” e de “pendor centralista” com o intuito de “vigiar” o que se passa na Região.
O social-democrata tocou ainda, com especial acutilância, na revisão constitucional, expressando ter “esperança” que essa discussão aconteça na República.
Brício Araújo aguarda que exista esse diálogo e que, pelo menos, António José Seguro, não “sendo a favor”, que “não atrapalhe”.
Deixou, por fim, elogiosas palavras ao juíz conselheiro Ireneu Barreto, que finda funções. “Devíamos extinguir o cargo”, reiterou, lembrando, porém, não ser possível devido à Constituição.
No entanto, o social-democrata adverte que o sucessor de Ireneu Barreto deve ser “profundamente conhecedor da autonomia e obrigações do Estado”.