O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas participa, esta manhã, na abertura oficial do ‘Curso mundial de formação de dirigentes associativos das comunidades portuguesas’, que reúne no Funchal 20 participantes de varias partes do mundo.
Emídio Sousa enalteceu a importância deste evento, para conviver com a diáspora e explicar aos agentes associativos os apoios disponibilizados pelo Estado português, reconhecendo que há muito desconhecimento a esse nível.
Os aspetos culturais, a língua portuguesa “o maior ativo estratégico de Portugal no mundo” e a economia foram enfatizados pelo governante. Emídio Sousa referiu que Portugal quer que a língua portuguesa seja reconhecida como uma das línguas oficiais das Nações unidas.
O governo está a rever legislação no sentido de formar mais docentes nos países da diáspora para manter o Português forte no mundo.
Confrontado com a lentidão da burocracia na atribuição de apoios, Emídio Sousa rejeitou essa ideia, defendendo o rigor na gestão dos dinheiros públicos.
Questionado sobre a comunidade portuguesa na Venezuela, afiançou que o Estado português tem acompanhado de perto os problemas e dado apoio. Anunciou que “muito em breve”, estará de visita a Venezuela, com as comunidades, depois da detenção de Nicolas maduro e transição. Emídio Sousa não precisou as datas, por não estarem ainda fechadas, mas reafirmou que será dentro de pouco tempo.
Quanto aos portugueses nos países com confrontos bélicos, o secretário de Estado das Comunidades garantiu o apoio do governo. Lembrou a realização de três voos de repatriamento, deslocações terrestres e orientado portugueses para os voos comerciais. “Neste momento, há hipóteses de sair das zonas de conflito. Quem o quiser fazer pode”, assegurou.