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PS: Empregos qualificados e melhor remunerados avançados como solução para travar a emigração

Data de publicação
16 Fevereiro 2024
15:11

O PS-Madeira defendeu, hoje, ser urgente a adoção de políticas públicas que sejam capazes de inverter o contínuo saldo negativo da balança demográfica na Região.

Numa nota enviada à redação, Sofia Canha recordou os últimos dados divulgados pela Direção Regional de Estatística, os quais revelam que o saldo natural na Madeira voltou a ser negativo nem 2023, ao somar mais mortes do que nascimentos, seguindo uma tendência que já vem desde 2009.

Esta é uma situação em relação à qual a candidatura do PS-M às eleições legislativas do próximo dia 10 de março se mostra preocupada, com Sofia Canha a apontar o dedo às “opções erradas que têm vindo a ser tomadas pelos Governos Regionais do PSD, que têm sido incapazes de criar condições para fixar os jovens e incentivar a natalidade”.

A este propósito, a candidata socialista deu conta do facto de, como mostram os Censos de 2021, na última década a Região ter perdido cerca de 17 mil pessoas para a emigração, muitas das quais foram jovens qualificados, que foram obrigados a deixar a sua terra por falta de oportunidades, uma situação que aponta contribuir “fortemente para o decréscimo do número de nascimentos e para o crescente envelhecimento populacional”.

O PS-M considera, assim, urgente mudar este cenário e pugna pela implementação de políticas públicas que permitam diversificar a economia regional, atraindo investimento em áreas estratégicas como as novas tecnologias, a investigação, a economia do mar, mas também nos setores tradicionais, aliando-os à inovação.

“Esta seria uma forma de criar mais empregos e melhor remunerados, fazendo com que os nossos jovens possam se fixar na sua terra e aqui constituir família”, frisa Sofia Canha.

A socialista vincou igualmente a importância de encontrar soluções para melhorar o acesso à habitação, “um dos principais problemas com que os jovens e as famílias se deparam”, bem como pôr em prática medidas que sejam capazes de promover a coesão territorial, de modo a fixar também as pessoas nos concelhos rurais e dinamizar a economia local.

Mais entende como crucial a disponibilização de meios para aproximar a oferta educativa de vertente profissional aos cidadãos dos concelhos mais distantes do Funchal, onde se concentram as escolas de ensino profissional.

Sofia Canha recorda também que foi por iniciativa dos deputados do PS-M à Assembleia da República que foi possível integrar aos concelhos da costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo nos territórios de baixa densidade, o que permitiu baixar a taxa de IRC para as empresas destas localidades para 8,75%. Este é, como evidenciou, “apenas um exemplo dos resultados alcançados graças à ação do PS-Madeira, que se compromete a continuar a trabalhar para encontrar as melhores soluções para a vida dos madeirenses e porto-santenses”.

Neste campo, a socialista não deixa também de apontar baterias ao executivo madeirense, “que se tem recusado sistematicamente em reabrir os serviços de urgências de Santana e do Porto Moniz no período noturno”, situação que considera levar igualmente a que as pessoas não se queiram fixar nestes territórios e haja um crescente despovoamento.

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