O Partido Socialista formalizou, na Assembleia Legislativa da Madeira, um voto de protesto contra a possibilidade de venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça, anunciada pelo Governo Regional, considerando que a medida é “opção errada, precipitada e lesiva do interesse público, colocando em causa décadas de investimento público e o futuro da resposta hospitalar na Região”, conforme afirmou Paulo Cafôfo.
O líder parlamentar socialista critica a ausência de discussão pública e de um plano estruturado para a saúde, alertando que a alienação de uma unidade hospitalar estratégica ignora os elevados investimentos realizados ao longo de vários anos e compromete a resposta futura às necessidades da população.
“Criam um vazio estratégico perigoso, adiando decisões que deveriam ser tomadas já”.
Embora o presidente do Executivo tenha admitido que qualquer decisão só avançará depois de 2030, o PS entende que essa posição não afasta a intenção de venda, mas antes adia decisões fundamentais. Para Cafôfo, é agora que deve ser definido o papel futuro do hospital, incluindo a reorganização de serviços e o reforço de recursos humanos.
“É no presente que se deve planear e preparar o futuro do Hospital Dr. Nélio Mendonça, nomeadamente quanto à sua transformação, reorganização de valências e reforço dos recursos humanos necessários para responder às necessidades da população”.
Os socialistas defendem que o Hospital Dr. Nélio Mendonça deve manter-se no setor público, funcionando como complemento ao Hospital Central e Universitário da Madeira, assegurando valências intermédias essenciais, como cuidados continuados, reabilitação e cuidados paliativos.
O PS questiona ainda a falta de acesso a estudos que sustentem a reconversão da unidade.