O PPM Madeira reagiu, em comunicado de imprensa, às declarações da presidente da Secção Regional da Ordem dos Arquitetos, Susana Neves, recordando preocupações antigas quanto às obras realizadas após a aluvião de 20 de fevereiro de 2010.
Em comunicado, a coordenação do partido refere que vários arquitetos, engenheiros e geólogos levantaram dúvidas sobre a capacidade das estruturas de contenção de inertes para suportar cheias de grande dimensão, apontando também críticas ao afunilamento das ribeiras na foz e à betonização dos leitos, que poderão acelerar o escoamento das águas.
O PPM Madeira alerta para o risco de inundação em zonas baixas do Funchal, como a Zona Velha e a área da Alfândega, sobretudo em cenário de maré cheia conjugada com intempérie extrema, defendendo “uma reflexão técnica mais aprofundada” sobre as intervenções efetuadas.
“O PPM Madeira recorda muitas outras obras como a da marina do Lugar de Baixo, que pessoas sem estudos, mas com enorme conhecimento de marés e do mar, alertaram para a destruição da obra, mas alguém disse que esses homens não tinham “canudos” nem estudos, mas que depois, foi o que está à vista com uma obra que já ultrapassou os 100 m€”.
O comunicado é assinado pelo coordenador regional, Paulo Brito.