O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo apresentou na Assembleia Legislativa da Madeira um voto de pesar pelo falecimento do escritor António Lobo Antunes, ocorrido a 5 de março.
No documento, assinado pelo deputado Basílio Santos, o partido destaca a importância do autor como uma das maiores figuras da literatura portuguesa e uma voz marcante da cultura contemporânea. O voto recorda a vasta obra literária do escritor, composta por mais de quatro dezenas de livros, sublinhando a universalidade da sua escrita e o impacto que teve no panorama literário nacional e internacional.
Do PS, Paulo Cafôfo expressou a “singularidade da obra” do eterno candidato ao Prémio Nobel e referiu que o mais importante é continuar a ler e interpretar António Lobo Antunes.
Da IL, Gonçalo Maia Camelo sublinhou o legado do escritor, sublinhando que a IL se junta ao voto de pesar.
Do PSD, Válter Correia, nomeou Lobo Antunes como um dos maiores da literatura portuguesa contemporânea e exortou que a melhor maneira de o honrar é continuar a lê-lo.
Do Chega, Miguel Castro referiu-se mesmo a Lobo Antunes como “o maior escritor português”, ao passo que Sara Madalena, CDS, frisou que o seu único defeito “era mesmo ser do Benfica”.
Nascido em 1942, na freguesia de Benfica, em Lisboa, António Lobo Antunes formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, especializando-se em psiquiatria. Apesar da carreira médica, foi na literatura que encontrou a sua verdadeira vocação, dedicando-se integralmente à escrita.