Recordando que “a Madeira é a segunda região do país com maior consumo de novas substâncias psicoativas, logo após os Açores” e que “só em 2024, foram identificadas sete novas drogas na Região, nunca antes detetadas em Portugal”, cenário este que considera “alarmante”, o PAN Madeira alerta para a necessidade de respostas eficazes e humanas no combate à toxicodependência.
“É imperativo que adotemos uma abordagem holística e humana no combate à toxicodependência, focando na prevenção, tratamento e reintegração dos indivíduos afetados. A criação de uma comunidade terapêutica na Madeira é um passo essencial para oferecer o suporte necessário a quem luta contra a dependência”, reforça Mónica Freitas.
O PAN apoia este projeto da Regressar a Si - Associação de Apoio a Toxicodependentes e Alcoólicos, “que continua sem avanços”. “Apesar das preocupações levantadas por alguns, como o facto de os utentes se conhecerem entre si”, o partido reconhece que “isso já acontece ao saírem da Região e que esta estrutura é essencial de modo a garantir um acompanhamento contínuo e aumentar as possibilidades de recuperação e reintegração”.
O partido defende também uma revisão da legislação “para que o combate às novas substâncias não fique dependente da constante atualização das listas de componentes proibidos”. “As drogas evoluem rapidamente e a lei deve ser mais abrangente de modo a permitir uma resposta mais eficaz”, explica a porta-voz.
Outra medida considerada essencial para compreender e agir sobre este problema é a realização de um estudo das águas residuais da Região “para monitorizar o consumo de drogas, à semelhança do que já acontece em várias cidades europeias e em Portugal continental”.
“O PAN Madeira continuará a lutar por soluções concretas que garantam mais prevenção, mais apoio e mais recuperação para quem enfrenta a toxicodependência”, remata.