Nas primeiras palavras de Célia Pessegueiro, no encerramento do congresso regional do PS, a nova líder do PS disse esperar que os venezuelanos e comunidade portuguesa ali residente que o país encontre a democracia que tanto precisa. Lembrou o trabalho desenvolvido pelos antigos secretários de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, atual secretário-geral do PS, e de Paulo Cafôfo, líder cessante, no apoio aos emigrantes madeirenses.
No segundo ponto, defendeu o voto em António José Seguro para a presidência da República. “Temos de ter alguém com a ficha limpa, exemplo de seriedade e honestidade. Esse alguém e António José Seguro”, afirmou Célia Pessegueiro, esperando que o candidato venha para os 50 anos de Autonomia como Chefe de Estado.
Para a líder socialista, tem de haver um olhar muito atento e com medidas para ajudar a juventude, que atravessa problemas acrescidos no mercado de trabalho e no acesso à habitação. “O elevador social da formação e da educação não pode dar os sinais que tem dado, como sentimento de quem sai da sua formação para ter “ordenados miseráveis”.
Defendeu mais construção de habitação por fundos regionais, em vez de ser maioritariamente com apoios do PRR, com referência ainda para os preços elevados do mercado.
“Pagamos caro para viver na nossa própria terra”, frisou a socialista, considerando que o custo de vida na Madeira é dos mais elevados, e os impostos têm de baixar, ainda mais numa ótica virada para a realidade das regiões ultraperiféricas.
Os salários da Região são dos mais baixos, lembrou ainda, defendendo que os custos dos transportes de mercadorias da Madeira devem baixar ou serem apoiados pelo Estado. Defendeu, assim, tal como nas viagens aéreas e marítimas dos residentes, que o Estado apoie nos transportes de mercadorias, garantindo que esse apoio seja derramado para a redução do custo de vida dos madeirenses.