Élvio Sousa do JPP, deixou um conjunto de críticas esta manhã, à situação económica e social da Região, abordando temas como o custo de vida, habitação e fiscalidade.
Élvio Sousa sublinhou as prioridades políticas do partido, referindo que “cientes da realidade social e económica regional, o JPP definiu quatro grandes temas e para todos eles tem apresentado soluções e propostas: a saúde, a habitação, a mobilidade, os transportes e a redução do custo de vida”.
Relativamente à inflação, o deputado afirmou que “a Região tem uma inflação agravada. A mais alta do país (3,2%), sempre com valores muito acima dos Açores, que tem o IVA a 16%, na Madeira são 22%”, acrescentando que “curiosamente, a estatística regional ainda não publicou os dados mais recentes da inflação, quando já se sabe que a taxa no continente acelerou dos 2,3% para os 3,4%, em abril”.
No que diz respeito à política fiscal, o deputado do JPP defendeu que “ao contrário do que tem dito o PSD e o CDS, a redução do IVA tem um impacto imediato no custo de vida das famílias e na competitividade das empresas”, criticando ainda despesas públicas recentes: “mas é preciso cortar nas mordomias, e o recente mau exemplo de gastar cerca de meio milhão de euros, numa prova de vinhos nos EUA, é a demonstração do novo-riquismo, da falta de bom-senso e da irresponsabilidade”.
Ainda sobre a economia regional, Élvio Sousa considerou que “o apregoado PIB regional, acima dos 8 mil milhões de euros, contrasta com uma Região cujo cenário social se agravou profundamente para as famílias e para as empresas, sobretudo com o conflito EUA-Irão-Israel”, defendendo que “é necessário fazer mais. Libertar a carga de impostos, nomeadamente baixar o IVA, uma solução sempre apresentada pelo JPP, e sempre rejeitada pelo PSD e o CDS”.
Sobre o custo de vida, acrescentou que “numa situação de elevado custo de vida, o mais alto do país, além da redução do IVA, a Região tem ferramentas para baixar o custo do transporte marítimo de mercadorias, que é 18% mais caro que nos Açores; e regular para baixar o preço do gás, mais caro que nos Açores, que foge por mera proteção governamental, à regulação de preços dos produtos petrolíferos”.
O dirigente apontou ainda críticas à arrecadação fiscal, afirmando que “o Governo Regional amealha, dia após dia, mais milhões nos cofres à custa do IVA a 22%, seja pelos combustíveis, pelo gás e restantes produtos, enquanto os madeirenses perdem poder de compra”, referindo que “só em ISP, a previsão foi de mais de 60 milhões de euros de receita”.
Na área da habitação, Élvio Sousa destacou que “com o maior número de habitações sobrelotadas do país, afetando 61 mil pessoas, os salários não permitem aos jovens deixar a casa dos pais e construir uma vida autónoma”, propondo que “a meta do JPP no Governo era construir e reabilitar 500 casas por ano, fora o PRR, e com o estabelecimento de contratos-programa com todos os municípios, sem discriminação político-partidária”.
A concluir, deixou um exemplo que considera ilustrativo da situação atual: “para terminar, um exemplo do desvario governamental: em apenas 4 anos o aumento salarial de 10 anos foi consumido pelo agravamento do cabaz de compras, que está estimado em 257,95€”.
“Mais palavras para quê?!”, rematou Élvio Sousa.