As Mulheres Socialistas da Madeira (MSM) celebram hoje o Dia Internacional da Mulher, com o lançamento do roteiro ‘Mulheres das minhas Ilhas, Mulheres do meu Partido’, cuja iniciativa percorrerá vários concelhos da Região. O percurso inclui a comemoração dos 50 anos da autonomia da Madeira, enquadrando a reflexão sobre o papel das mulheres na construção do projeto autonómico e democrático.
O tema inspira-se no livro ‘Mulheres da Ilha, Mulheres do meu país’, de Ana Cristina Pereira que reúne testemunhos e retratos de mulheres, valorizando os percursos muitas vezes afastados do espaço público. A partir desta referência, as MSM propõem-se transpor essa lógica para o contexto partidário, dando centralidade às histórias de militância no Partido Socialista.
Segundo a nota de imprensa, “ao longo dos próximos meses, o roteiro promoverá encontros descentralizados, com o objetivo de ouvir mulheres de diferentes gerações, com experiências diversas no partido e na vida cívica regional”. Esta iniciativa pretende recolher memórias, refletir sobre desafios superados e identificar contributos femininos que marcaram a evolução política da Madeira nas últimas cinco décadas.
De acordo com Cátia Vieira Pestana, presidente das MSM, “esta ação tem como propósito dar voz a 50 anos de experiência de militância no feminino, reconhecendo o papel determinante das mulheres na afirmação de valores democráticos, na consolidação da autonomia e na defesa de políticas públicas mais inclusivas”. A responsável sublinha que “a memória coletiva do partido não pode ser dissociada da participação ativa das suas militantes, muitas vezes exercida de forma discreta, mas sempre fundamental”.
O roteiro, inicia-se hoje e estabelece uma ligação entre a luta pelos direitos das mulheres, a construção da autonomia regional e a consolidação da democracia. Ao percorrer vários concelhos, as MSM pretendem “reforçar a proximidade às comunidades locais e valorizar a diversidade de percursos que compõem a história do partido na Região”, salienta a dirigente.
Com esta iniciativa, o coletivo assume a intenção de “preservar testemunhos, promover o reconhecimento público do contributo feminino e afirmar a importância de uma participação política plural e intergeracional, num ano marcado pela evocação dos 50 anos da autonomia da Madeira”.