O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, destacou esta manhã, no debate mensal na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, os “indicadores económicos positivos” registados em 2025, sublinhando que a região atingiu “máximos em todos os parâmetros macroeconómicos”.No discurso centrado na economia, o governante evidenciou um ciclo prolongado de crescimento, referindo que a Madeira acumula “cerca de 58 meses consecutivos” de expansão económica, o equivalente a “mais de quatro anos e meio”. “Esta confiança instalada no mercado permitiu à região atingir, em 2025, níveis de Produto Interno Bruto que há uma década seriam difíceis de imaginar”, afirmou.
Numa análise de médio prazo, Miguel Albuquerque salientou que, ao longo dos últimos dez anos, a riqueza criada na região aumentou cerca de 80%, resultado que atribui ao “empenho e dedicação” dos agentes económicos e das políticas públicas implementadas. Alargando o horizonte temporal, considerou ainda que a Região se posiciona entre as regiões europeias com maior crescimento nas últimas três décadas.
O presidente do executivo regional destacou também que “o PIB per capita da Madeira se encontra atualmente acima da média nacional”, reforçando a convergência económica com o restante território português.
No que diz respeito ao investimento, Miguel Albuquerque sublinhou que, em 2025, o investimento privado superou o público em 3,6%, apontando este indicador como sinal de dinamismo e confiança por parte dos agentes económicos. Referiu ainda o saldo positivo entre exportações e importações, interpretado como evidência da “crescente abertura da economia regional” ao exterior.Outro dado destacado foi o crescimento do tecido empresarial. Segundo o governante, a Madeira conta atualmente com cerca de 35 mil novas empresas, o que representa um aumento de 45% na última década. Paralelamente, apontou a trajetória descendente do desemprego, que classificou como “residual”, bem como a subida do salário médio.
Relativamente às políticas públicas, Miguel Albuquerque considerou que “têm sido as corretas”, sustentando que a região tem apresentado saldos positivos nas contas públicas, o que se traduz numa “credibilidade fundamental”.
Entre as principais linhas de atuação do executivo, o governante destacou quatro eixos essenciais: “a redução de impostos sem comprometer o equilíbrio das contas públicas”; a valorização dos salários; o investimento nos setores sociais; e a diminuição da carga fiscal através do alargamento da base tributária.
Numa perspetiva mais abrangente, Miguel Albuquerque referiu ainda que o desagravamento fiscal já representou “quase mil milhões de euros devolvidos às famílias”.